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Archive for fevereiro \25\UTC 2009

amor-virtualJá foram feitos alguns estudos sobre relacionamentos amorosos por meio da internet. Algumas conclusões comuns a estes são de que a forma de contato inicial, ou flerte, é semelhante à tradicional, começa-se com um conhecimento superficial que se aprofunda com o tempo.

Mas uma grande diferença é em relação às expectativas iniciais, que frequentemente resultam em frustração e decepção. Por um lado, porque a possibilidade de mentir sobre si é maior, por outro porque há uma tendência à fantasia, gerada pelo mistério em relação àquele que está se revelando.

Também é uma conclusão comum a de que o relacionamento só evolui efetivamente a partir do contato real, face a face. Uma pesquisa realizada nos EUA, em 2002, mostrou que há um grande número de casamentos resultantes da internet, o que mostra a sua viabilidade para este fim.

Muitas pessoas que se relacionam virtualmente relatam ter maior facilidade de se expressar dessa forma, mas também consideram o contato real como essencial para tornar o relacionamento sólido.

Por fim, alguns estudos chamam a atenção para a possibilidade de uma espécie de vício, em que a pessoa passa excessivas horas usando a internet. Se esta é forma que a pessoa tem de se comunicar com mais facilidade, talvez não possamos chamar de vício, ou teríamos que chamar assim o uso da boca e do ouvido para a comunicação. Porém, o uso da internet pode tornar-se compulsivo e, assim, significar algum sintoma.

Negativo ou positivo, o fato é que os relacionamentos virtuais vão continuar se expandindo.

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Temendo a solidão e o abandono, desejou nunca se separar. Mas os anos passaram e o amor foi substituído por algo entre a irritação e a aflição. Desejou nunca ter desejado, mas este desejo não foi atendido. Sequer consegue se livrar da tatuagem com o nome do casal e a frase “unidos para sempre”.

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dado-incerteza1“Deus não joga dados!” Esta é a expressão atribuída à Albert Einstein ao tomar conhecimento das implicações da nova teoria que ele mesmo ajudara a construir, a física quântica. Depois disso, Einstein elaborou inúmeros “experimentos mentais”, tentando desmontar os alicerces que fundamentavam a física quântica. Jamais conseguiu. Mas afinal, ao que reagia Albert Einstein? Reagia a um modo de pensar, uma tradição que atingiu seu auge durante a época do outro maior físico da história, Isaac Newton. Este modo de pensar buscava um controle preciso do futuro, ou pelo menos de como este futuro aconteceria.

O sucesso das idéias de Newton e outras teorias científicas levaram à idéia do determinismo científico, expressa pela primeira vez no início do século XIX pelo cientista francês marquês de Laplace. Laplace afirmou que, se conhecêssemos as posições e velocidades de todas as partículas do universo em determinado momento, as leis da física deveriam permitir que prevíssemos o estado do universo em qualquer outro momento do passado ou do futuro. É claro que as coisas não são tão fáceis como supunha Laplace. Mesmo as teorias de Newton tornam-se extremamente complexas quando se trata da interseção entre mais que dois corpos no espaço. Isto é o que ocorre no sistema solar, em que a órbita da Lua influencia a da Terra que influencia a de Vênus, e assim sucessivamente, fazendo com que sequer as elipses descritas nas órbitas sejam perfeitas. Com razoável esforço computacional é possível prever, grosseiramente, os movimentos dos cerca de 50 corpos celestes que compõem o sistema solar. Mas a complexidade que resulta da interação entre três ou mais corpos dificulta astronomicamente o cálculo de seus movimentos. Diante disso Ian Steawart comenta: “Ocorre que um miligrama de gás contém cerca de cem trilhões de partículas. Só para escrever as equações de movimento correspondentes seria preciso um papel do tamanho comparável ao da área compreendida pela órbita da Lua. Pensar seriamente em resolvê-la é ridículo.” Somente isso já seria suficiente para desanimar Laplace. Mas ainda surge outro complicador.

Werner Heisemberg formulou, nos anos 20, o “princípio da incerteza” segundo o qual é impossível determinar simultaneamente a posição exata e o momento de uma partícula. Não se pretende aqui avançar nos conhecimentos de física quântica, um contra-intuitivo e árido ramo da ciência. O que importa saber é que “em virtude desses princípios, o universo obedece a modelos matemáticos precisos e rigorosos que só podem ser determinados por probabilidade de ocorrência em um futuro possível. Este futuro não é, portanto, forçosamente aquele que vai ocorrer.” Essa realidade filosófica é que perturbava Einstein, pois neste modelo não há certeza absoluta, mas probabilidade. Como iríamos sequer começar a fazer previsões se o princípio da incerteza nos impede de conhecer as posições e velocidades ao mesmo tempo? Por melhor que seja nosso computador, ele não chegará a lugar nenhum se os dados que o alimentarem forem ruins. Mas a incerteza inerente à física quântica não foi obstáculo para o seu desenvolvimento. Essa teoria constitui a infra-estrutura do atual desenvolvimento da química moderna, da biologia molecular e da eletrônica e é a base de quase todas as tecnologias que transformaram o mundo na segunda metade do século XX. Um computador ou um telefone celular não existiriam sem a física quântica e, ainda que indiretamente, sem um dos elementos principais da estatística, a probabilidade em substituição à certeza.

Talvez a insegurança criada pela incerteza esteja na origem do preconceito contra a ciência da estatística. Mas a incerteza sobre o futuro faz parte do mistério da criação. É intrínseco à beleza do Universo.

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O espaço virtual da Internet é democrático e nos permite conhecer o trabalho de artistas de todo o mundo. Um desses é Paulo Peters, de Brasília, que possui um blog onde as imagens que ele produz convivem com textos, em geral poesias, algumas de autores consagrados, outras de autores que estão no início da jornada. Seus trabalhos tem um estilo diversificado, mas estão presentes os elementos da natureza, em especial os fundamentais, terra, fogo, água e ar. O ser humano, e seus sentimentos, também são retratados com muita beleza e força.

Selecionamos algumas de suas obras, que estão em exposição nas paredes da web:

casa-na-areia

incendio

navegar

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Simulação do Boson Higgs

Simulação do Boson Higgs

Existem teorias, ainda não totalmente comprovadas e consideradas
provisórias, porque violam alguns aspectos da teoria da relatividade, a respeito dos
elementos ainda mais fundamentais que o átomo. Seriam os quarks e os léptons. O nome quark é interessante porque vem de um verso do James Joyce, “Three quarks for Muster Mark” em Finnegans Wake. É uma palavra quase intraduzível, pois literalmente significa
pio de gaivota, mas no contexto dizem que pode ser quarts (quarto), no
caso, de cerveja, dito por um irlandês.  Ficaria, em português, “três quartos (de cerveja) para o senhor Mark”. Para Joyce provavelmente o importante era a rima e o jogo de palavras.
Além dos quatro quarks, existiriam quatro léptons, totalizando oito partículas. O número quatro é amaldiçoado na cultura japonesa. Mas a utilização do número oito (considerado um número de sorte para os chineses) teve clara inspiração budista, as oito dobras:

1. Reto acreditar ou reto entendimento ou reta visão;
2. Reta aspiração;
3. Reto falar;
4. Reta conduta ou reta ação;
5. Reto viver ou reto meio de vida;
6. Reto esforço;
7. Reta atenção plena da mente e,
8. Reta concentração ou meditação.quarks

O nome dos quarks e léptons são bem divertidos: up, down, charmoso,
estranho, múon, tau. Para acabar com a analogia com o budismo, outros
cientistas aumentaram para onze o número de partículas fundamentais, embora, para frustração dos que bolaram esta ideia, como só encontraram inicialmente cinco quarks, ficou assimétrico e impar. Para ficar par e simétrico, teimaram que seriam doze o número das subpartículas, seis quarks e seis léptons. Tanto insistiram, que finalmente acharam o sexto quark, o Top. Bom, se contestarmos a conta de Buda, e desdobrarmos algumas dobras em mais dobras, como aquelas em que se usa o “ou isso ou aquilo”, contamos treze (ops! outro número amaldiçoado). E seriam treze as partículas de força (um fóton, oito glúons, nome nada romântico, vem de cola em inglês, e três bósons fracos). Mas na verdade, não se sabe com certeza quantas subpartículas do átomo existem. São tantos nomes que um cientista chegou a declarar que se ele gostasse de decorar nomes teria sido botânico e não físico. Dá saudade de quando a gente via o átomo como um solzinho rodeado de elétrons como planetas em órbita.

Todas essas partículas podem perder o significado, e serem substituídas pela teoria das cordas vibrantes, do Stephen Hawkings. Esperava-se que o superacelerador de partículas, o LHC, ajudasse a analisar estas hipóteses, validá-las ou descartá-las, inclusive revelando o ainda teórico bóson Higgs, mais uma partícula prevista e ainda não vista, mas o troço quebrou logo na primeira vez que foi usado, ano passado (para alívio de alguns, que acreditavam que, com a experiência, poderia ser criado um buraco negro que engoliria a terra). O mais surpreendente de tudo isso é que primeiro os cientistas foram fazendo contas de como a matéria deveria estar organizada para funcionar matematicamente, por isso que a conta tinha que fechar e se faltava uma partícula não era porque ela não existia, mas porque não tinha sido provada. Aliás, nenhuma dessas partículas é realmente vista, são pequenas demais para isso. Os cientistas vêem pelos efeitos produzidos na colisão do acelerador de partículas, é um visão indireta. Um acelerador de partículas funciona mais ou menos como uma criança que espatifa seu brinquedo jogando na parede, para ver o que tem dentro.
Bom, tudo isso para mostrar que até os cientistas misturam suas idéias com poesia e com o budismo.

Mas o maior mistério de todos ainda nem começou a ser desvendado. 80% do Universo é formado de matéria escura. E do que é feita esta matéria? Ninguém sabe.

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Inspiração é para amadores. Eu trabalho duro.

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Chuck Close é fotógrafo e pintor, nascido em Washington – DC em 1940. Sua técnica predominante é o Foto-realismo, técnica em que a pintura é similar a uma fotografia, e que se enquadra no movimento artístico denominado de Hiper-realismo.

Vistos de longe os seus quadros parecem fotografias. Vistos de perto são incontáveis pequenos quadros abstratos, com círculos, quadrados, e outras formas. Um dos quadros mais interessantes é o do rosto de uma mulher de idade avançada totalmente pintado com a impressão digital de Close.

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Em 1988 Close ficou paralisado, sendo obrigado a usar cadeira de rodas devido a um coágulo sanguíneo na coluna vertebral. Mais tarde acabaria por readquirir a mobilidade parcial dos seus braços, mas, mesmo antes disso, não desistiu da pintura, embora recorrendo a algumas técnicas que lhe permitissem trabalhar na sua cadeira de rodas: nesta época, passou a pintar com o pincel na boca.

Os seus retratos são delineados pelos seus assistentes, para depois serem pintados por Close numa técnica similar à utilizada no Impressionismo e no Pontilhismo. O resultado é uma tela com pequenas pinturas que vistas a uma determinada distância parecem uma única imagem. Inúmeras fotografias de Chuck Close encontram-se integradas em colecções de instituições como o Art Institute of Chicago, o Philadelphia Museum of Art, o Whitney Museum of American Art, a Tate Gallery (Londres) e o Musee National d’Art Moderne (França). Entre 1989e 1999, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque organizou uma retrospectiva do seu trabalho.

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Artigo 37  da Convenção da Onu sobre os Direitos das Crianças (o direito internacional considera criança a pessoa que tem menos de 18 anos):

Os Estados Partes zelarão para que:

a) nenhuma criança seja submetida a tortura nem a outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Não será imposta a pena de morte nem a prisão perpétua sem possibilidade de livramento por delitos cometidos por menores de dezoito anos de idade;

b) nenhuma criança seja privada de sua liberdade de forma ilegal ou arbitrária. A detenção, a reclusão ou a prisão de uma criança será efetuada em conformidade com a lei e apenas como último recurso, e durante o mais breve período de tempo que for apropriado;

c) toda criança privada da liberdade seja tratada com a humanidade e o respeito que merece a dignidade inerente à pessoa humana, e levando-se em consideração as necessidades de uma pessoa de sua idade. Em especial, toda criança privada de sua liberdade ficará separada dos adultos, a não ser que tal fato seja considerado contrário aos melhores interesses da criança, e terá direito a manter contato com sua família por meio de correspondência ou de visitas, salvo em circunstâncias excepcionais;

d) toda criança privada de sua liberdade tenha direito a rápido acesso a assistência jurídica e a qualquer outra assistência adequada, bem como direito a impugnar a legalidade da privação de sua liberdade perante um tribunal ou outra autoridade competente, independente e imparcial e a uma rápida decisão a respeito de tal ação.

Todo esse conjunto de normas especiais deve-se ao fato de se reconhecer que a criança e o adolescente estão em fase de formação de sua personalidade. Atos praticados neste período podem nunca mais se repetir durante a fase adulta. As estatísticas mostram que a reincidência da prática de atos infracionais de adolescentes é muito menor que a de adultos.febem-sp

Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgado no final de 2003 pelo jornal Folha de S. Paulo, mostrou que os adolescentes são responsáveis por apenas 1% dos homicídios praticados no estado e por menos de 4% do total de crimes, desfazendo o mito de que são os principais responsáveis pela criminalidade. Na verdade, são as principais vítimas da violência e da exclusão social no país.

O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – estabelece condições para a internação com: separação por idade, compleição física e gravidade da infração; obrigatoriedade de atividades culturais e esportivas, profissionalização e escolarização; atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos; e instalações em condições adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e segurança, entre várias outras. O Estatuto da Criança e do Adolescente chama estes locais de “estabelecimentos educacionais”.

Rebelião em Tatuapé

Rebelião em Tatuapé - SP

Certa vez houve uma rebelião em um centro de detenção de adolescentes, chamado no Distrito Federal, com eufemismo, de Centro de Atendimento Juvenil Especializado – CAJE, e os adolescentes promoveram uma grande destruição das instalações. Uma parte deles foi obrigada a ser transferida para a Papuda, penitenciária de adultos da Capital da República. Após isso, uma das principais reivindicações dos adolescentes passou a ser que fossem transferidos definitivamente para a Papuda, pois lá eram melhor tratados que no tal centro de atendimento.

prisão de adolescentes no Rio de Janeiro

prisão de adolescentes no Rio de Janeiro

Torturas e instalações péssimas é um quadro comum a quase todos os estabelecimentos prisionais (educacionais) de adolescentes no Brasil.

Infelizmente a realidade de desrespeito à Convenção da ONU pode ser tão ou ainda mais dura no mundo que a encontrada aqui, como podemos ver nas imagens abaixo:

Filipinas

Filipinas

Nas Filipinas, crianças são presas junto com as mães, sem direito sequer à educação.

Afeganistão

Afeganistão

Mais da metada das crianças presas em Kabul, Afeganistão, junto com seus pais, teriam sido infectadas com tuberculose.

Supostamente no Iraque

Supostamente no Iraque

Criança que faria parte de um grupo de 107 que teriam sido presas e torturadas pelos EUA em Abu Ghraib, no Iraque. Não conseguimos confirmar se a matéria é verdadeira pois esta foto foi extraída de um blog, que remete para um link geral da Aljazeera. Mas, independente do contexto, a imagem é muito forte e fala por si.  Entretanto, a imagem seguinte realmente consta dos arquivos da Aljazeera, sendo identificada como uma prisão no Iraque, onde se vê uma mulher com seu filho.

Prisão no Iraque

Prisão no Iraque

Mais de mil crianças teriam sido presas por Israel durante a Intifada:

Em Israel

Em Israel

Nos EUA, 2.270 pessoas com menos de 18 anos cumprem prisão perpétua sem direito a condicional, segundo artigo do The Guardian, entitulado “Vida sem esperança” . Sessenta e três delas tinham 13 ou 14 anos quando foram condenadas. O Estados Unidos e a Somália são os únicos países que não ratificaram a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças.

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