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Archive for maio \31\UTC 2009

Guido Daniele nasceu em 1950 em Soverato (CZ), vive e trabalha em Milão. Entre outros estabelecimentos, estudou na Escola Tibetana de Tankas, em Dharamsala, Índia. Concebeu cenários para fotos, comerciais e programas de televisão. Em 1990 começou a desenvolver sua técnica de pintura corporal, pintando os corpos de modelos para fotografias, filmes, publicidade, shows e eventos. Esta experiência levou-o a juntar as técnicas de fotografia e pintura a óleo. A partir de 2000,  a série “Animal Hands”, utilizando a técnica de pintura corporal, mas aplicada apenas às mãos, desperta grande interesse internacional.

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Sobre o caso ocorrido na estação de TV do senhor Sílvio Santos, envolvendo o próprio e uma garotinha de 7 anos, muita gente tem dado opiniões que revelam total ignorância sobre os direitos das crianças e a dignidade do ser humano. Revelam também como a violência contra a criança é tida como natural por muitas pessoas.

Alguns, ingenuamente, tomam partido da celebridade Sílvio Santos, como se esta fosse dotada de características acima do humano. Outros acreditam que, por uma pessoa estar na TV, sua vida e seu futuro são maravilhosos.

Não importa apenas saber se o choro da pequena Maísa e a dor que ela sentiu, ao fugir do palco por ter sido humilhada e bater com a cabeça, são reais. Isso é importante porque ela é uma criança e necessita de proteção dos adultos. Ela não pode ser tratada como se fosse um pequeno adulto, um profissional do entretenimento. Ela simplesmente não tem maturidade para isso, está em processo de formação da personalidade.

Mas independente da dor subjetiva de Maísa, a questão ainda ganha uma proporção mais cruel pela pedagogia da maldade. O programa mostra ser possível maltratar e humilhar publicamente (mais publicamente impossível) uma criança de sete anos e aplaudir quem maltrata esta criança.

A atitude do Senhor Sílvio Santos poderá levá-lo à prisão, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

Art. 232. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento:

Pena – detenção de seis meses a dois anos.

Na ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra a emissora de TV pede-se a condenação em danos morais coletivos no valor de um milhão de reais. Caso a ação seja julgada procedente, este montante não será destinado à pequena Maisa, mas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

O Ministério Público Federal também está investigando o caso.

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Miséria é miséria em qualquer canto, cantam os Titãs. Mas até para nós, que estamos acostumados a ver o contraste entre a pobreza e a riqueza, as imagens acima espantam. São imagens urbanas de Hong Kong. Clicando nas fotos vê-se uma apresentação de slides com outras fotos. Existem programas habitacionais para os mais pobres, mas em áreas muito afastatadas do centro. Situação que também nos é familiar.

A reportagem pode ser acessada, em alemão, clicando na logomarca abaixo.

spiegelonline

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(por Maurício Gusmão)

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Dante Alighieri, no meio do caminho de sua vida, se vê numa floresta escura e se perde. Quantas vezes temos esta sensação? Pode surgir de uma dúvida, do tipo casar ou aceitar um emprego em outra cidade, pode surgir de uma perda dolorosa, pode mesmo surgir de repente, sem motivo visível.

E aí não sabemos mais como seguir adiante. Não se trata, às vezes, nem de saber que caminho seguir, mas de não encontrar caminho nenhum, pois este está obscurecido pelos nossos sentimentos confusos.

Nesta completa escuridão, não enxergamos nem a nós mesmos. Perdemos nossa identidade. Nossas referências. Vem o desespero. A busca de um alívio, que pode ser uma fuga. Vale tudo para escapar da angústia da incerteza, até a morte.

Mas o quanto conhecemos de nós mesmos? Às vezes acreditamos que conhecemos muito, mas é porque estamos restritos ao mesmo ambiente que nos é familiar, à mesma planície, da qual se vê ao longe florestas e montanhas. Conhecemos bem a paisagem próxima de casa, mas se nos aventurarmos pela floresta, podemos acabar na situação de Dante.

Não podemos esquecer que se trata de uma metáfora. Esta exuberante paisagem, cheia de acidentes geográficos, florestas, vales, montanhas e planícies, está dentro de nós. Alguns passam a vida no vale, e não se arriscam a sair de perto das vizinhanças, daquele centrinho bem conhecido. Outros se arriscam, e testam seus limites.

Não existe um mais certo que o outro. E nem sempre se trata de uma escolha, às vezes somos lançados na floresta escura e temos que seguir.

De qualquer forma, é melhor estar perdido, do que estar no lugar errado, sem saber. Nossa verdadeira casa pode estar depois da floresta.

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Em 2150, no sec. XXII, depois de 50 anos tranquilos naquele país que o acolheu, quando o seu próprio tornou-se impossível para viver, Machado recebe uma intimação: estava sendo acusado de ter participado de um dos maiores genocídios da humanidade, quando uma ditadura sangrenta havia exterminado milhões de cristãos, sob o olhar complacente da maioria muçulmana no mundo.

Glória, a filha de Machado, não podia acreditar em tamanha injustiça. Seu pai era um pregador dos evangelhos de Cristo, e justamente por isso fora obrigado a fugir. Como advogada, fez tudo que estava a seu alcance para libertar seu pai de passar os poucos anos que lhe restavam de vida num presídio. Chegou a discutir rispidamente com o Promotor de Justiça encarregado do caso, Mohamed Ali, dizendo que ele estava tentando expiar a própria culpa, usando o pai de Glória. O Promotor defendeu-se dizendo que não se tratava disso, e sim da importância de manter viva a memória da tragédia, para que ela não se repetisse, bem como a necessidade de não deixar impunes todos os culpados.

Glória conseguiu a absolvição de seu pai, por falta de provas. Mas passaram-se alguns meses e ela encontrou um envelope na casa de seu pai, contendo documentos que definitivamente não só o incriminavam, como provavam ter sido ele um dos principais autores da matança. Seu pai era um genocida. Agora Glória, revoltada, sentia-se impelida a entregar o próprio pai para a Justiça.

(inspirado no filme “Muito Mais que um Crime”, de Costa-Gavras)

Ver outros dilemas éticos.

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Lia Halloran não é uma típica menina skatista. Filha de um cientista, foi exibida no Thrasher Magazine aos 16 anos, e passou a receber uma bolsa de estudos do  departamento de pintura e gravura da Universidade de Yale. Essas forças cósmicas colidiram quando recebeu uma bolsa para estudar o céu noturno com cientistas no Chile, em 2000.

A experiência de Halloran  com a astrofotografia  acabou por ser o insight e a base do seu trabalho atual. Com uma lanterna presa ao seu punho ou à cabeça, Halloran gastou 18 meses no seu skate, tarde da noite no deserto e em locais em torno de Los Angeles. Acompanhada por um amigo ou aventurando-se sozinha, Halloran utiliza lapsos de tempo da fotografia para captar o movimento dinâmico de luz, em lugares como o leito de canais urbanos, o  Bronson Canyon, o Parque Griffith e até estacionamentos. Devido à longa exposição, Halloran desaparece, deixando apenas linhas luminosas como vestígios da sua presença.

Essas escapadas noturnas  subversivas, numa atitude do tipo “garota-má”, tem  precedentes históricos, escapando da vista e, eventualmente, da lei através do poder da arte, ao mesmo tempo realizando um leitura pós-moderna do Lápis da Natureza de Henry Fox Talbot  (o pioneiro livro de 1844, em que Talbot introduziu uma técnica  precursora da moderna fotografia). Na revisão de Halloran, a luz não só revela o mundo natural, mas também o esconde. Ao fazê-lo, ela reúne arte e ciência como dois igualmente maravilhosos e falíveis sistemas de conhecimento.

Texto original em inglês aqui.

Ver mais imagens aqui.

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pena de morteSomos contra a pena de morte porque a vida tem que ser valorizada, até a vida dos assassinos. A mensagem para a sociedade é que ninguém tem o direito de matar, a não ser para se defender diretamente de uma ameaça imediata, que não possa ser enfrentada de outra forma.

Em regimes tirânicos, no passado e até hoje, a pena de morte é costumeiramente adotada.

Na Alemanha nazista vigorou a pena de morte, inclusive para crimes comuns e até a agiotagem.

No Texas vigora a pena de morte.

A história mostra que, quando o Estado é assassino, assassinos são atraídos para o poder.

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