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Archive for julho \29\UTC 2009

Eudy Simelane

Eudy Simelane

O julgamento de três homens acusados de estuprar e matar uma jogadora de futebol sul-africana começa nesta quarta-feira.

A jogadora Eudy Simelane jogava na seleção da África do Sul. Ela era uma das lésbicas mais famosas da África do Sul.

O corpo de Simelane foi encontrado em abril do ano passado em um fosso próximo à sua casa. Ela foi estuprada por vários homens, espancada e esfaqueada 20 vezes no rosto, nas pernas e no peito.

Em fevereiro, um homem declarou-se culpado pelo assassinato. Outros três negaram as acusações e agora estão sendo julgados em Delmas Mpumalanga, uma pequena cidade próxima a Johanesburgo.

Ativistas em favor dos direitos de gays reuniram-se em frente ao tribunal nesta quarta-feira. Eles afirmam que Simelane foi alvo do ataque justamente por causa de sua orientação sexual.

continua…

Comentário Cogitamundo: A violência sempre é condenável. Mas o motivo pelo qual esta jovem mulher foi assassinada é especialmente deplorável. Nossa solidariedade aos amigos e familiares de Eudy Simelane, e a todo(a)s que sofreram violência semelhante.

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resistenciaAgnès Humbert teve a chance de fugir para o sul da França, antes que Paris fosse invadida pelos nazistas. Também poderia continuar com seu trabalho de bibliotecária, apenas observando a colonização de seu país. Mas ela sentiu que enlouqueceria se não fizesse alguma coisa para reagir. Em Paris, ela reuniu-se a uma dúzia de companheiros com a mesma sensação. O plano era simples, uma pequena organização com o objetivo apenas de trocar notícias, redigir e distribuir panfletos. Mas parte do grupo pagaria com a própria vida a reação. Eles sabiam que isto poderia acontecer mas não recuaram.

Agnés Humbert sobreviveu à escravidão. Foram anos de sofrimento em que ela lutou para manter a sanidade e um mínimo de dignidade. No livro “Resistência” ela relata os anos em que passou por esta provação.

A pergunta que me faço é como reagiríamos na situação vivida por Agnès. Será que teríamos sua força e coragem? A força e a coragem de uma mulher que não escolheu estar em guerra, mas escolheu defender a sua pátria.

”As mulheres sempre perdem a guerra. Não a querem, mas a perdem. Perdem quando estão no caminho dos exércitos e se tornam botim. Perdem quando batalham em silêncio nas cidades esvaziadas dos seus homens, para manter sólida a retaguarda e conservar a ordem do país. Perdem quando recebem os seus homens num caixão ou quando eles voltam com o equilíbrio despedaçado. Perdem quando se apaixonam pelo inimigo e quando o inimigo se apaixona por elas.”

Trecho do prefácio de Marina Colsasanti

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anão nazistaCausou polêmica no mundo todo o caso do anão de jardim, na Alemanha, que faz a saudação nazista. O autor da escultura quase foi processado, por que na Alemanha é proibida a divulgação de qualquer símbolo nazista. As autoridades desistiram do processo, preferindo acreditar, como diz o artista, que o anão ridiculariza uma suposta raça superior.

Mas a promotoria fez uma advertência: anões de jardim tem o potencial de cometer abusos, e o próximo, artístico ou não, não passa.

(veja a notícia na BBC ou no G1)

O uso da ironia, comum em crônicas, é sempre um risco.  Luís Fernando Veríssimo fala sobre isso em entrevista à revista Língua:

“Existe alguma técnica para escrever com ironia?”

É curioso. Os brasileiros estão acostumados com a ironia, nada mais comum do que duas pessoas que se amam se agredirem ironicamente, ou as pessoas dizerem o contrario do que realmente pensam, mas coloque-se isso num texto e o comum é as pessoas não entenderem. Esta é a maior ironia de todas. Se há uma técnica para escrever com ironia? Não, é só ser irônico, brasileiramente.”

Quando, em 2002, LFV escreveu uma crônica sobre o então recém eleito presidente Lula, muita gente não entendeu a ironia. Alguns atacaram o que consideraram preconceito do cronista, outras pessoas chegaram a concordar com a manifestação preconceituosa (obviamente irônica). Na ocasião, o cronista desabafou, com ironia:

“Quando o leitor não entende o que o jornalista escreveu, a culpa é sempre do jornalista. Peço desculpa a quem não entendeu a intenção da coluna. O alvo era o preconceito social implícito na reação desmedida ao fato do Lula ter tomado um bom vinho. Talvez tenha faltado o aviso ‘Atenção: ironia’. De qualquer jeito, culpa minha.”

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Três culturas e a (quase) mesma violência contra as mulheres:

Alcorão (cultura islâmica)

“24ª SURATA

2 Quanto à adúltera e ao adúltero (aqui a regra vale para ambos os sexos), vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.”

Velho Testamento (cultura judaico-cristã)

“Levítico 21

7 Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois santo é a seu Deus.

9 E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada.”

Manusrti – Código de Manu (cultura hindu)

“Art. 368 – Se uma mulher, orgulhosa de sua família e de suas qualidades, é infiel ao seu esposo, que o rei a faça devorar por cães em um lugar bastante frequentado.”

Mas em relação ao homem que for a razão da infidelidade, a pena não é de morte:

“Art. 349 – que o rei bane, depois de havê-los punidos com mutilações infamantes, aqueles que se aprazem em seduzir as mulheres dos outros.”

Não queremos favorecer nenhuma religião, mas é até irônico ver que no Alcorão a maioria absoluta das regras de comportamento vale igualmente para homens e mulheres. Uma das exceções é o uso de véu.

Até há poucos anos atrás, muitos homens que assassinaram suas mulheres por adultério foram absolvidos sob a alegação de “legítima defesa da honra”, apesar disso não estar em nenhuma lei. O adultério (de homens e mulheres) era criminalizado, mas deixou de ser em 2005.

A tese de “legítima defesa da honra” foi criada pelo advogado Evandro Lins e Silva, no julgamento de Doca Street pelo assassinato de Ângela Diniz. Recentemente o assassino escreveu um livro em que pede perdão à Ângela Diniz. O trecho em que o assassino conta sua versão pode ser lida aqui. A versão de Ângela nunca poderá ser contada, a não ser pelos diversos tiros que ela recebeu em seu corpo, aos 32 anos. O fato de alguém lucrar com as memórias de um crime que cometeu, ainda mais um assassinato, sempre causa repulsa.

O advogado Evandro Lins e Silva, na defesa de seu cliente, vasculhou o passado de Ângela e a classificou em termos como ” prostituta da Babilônia” e “vênus lasciva”.

No livro, o próprio assassino lembra uma frase dita por Carlos Drummond de Andrade: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

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aviões cruzandoEntre os muitos problemas de poluição que enfrentamos, uma delas tem efeito global e consequências desconhecidas, e está aumentando dramaticamente. Vendo a imagem acima notamos que o rastro de fumaça deixado pelos aviões parece nuvens. Na verdade, não parece, são nuvens, de um tipo específico, cirrus nimbus, mas acrescida de poluentes. Acontece que com o aumento progressivo do tráfego aéreo, estas nuvens artificiais se somam pois eles duram até várias horas. Alguns cientistas acreditam que este efeito contribui para o aquecimento global. De qualquer forma, trata-se de combustível derivado do petróleo, repleto de hidrocarbonetos tóxicos ao ser humano.

As imagens abaixo são impressionantes e mostram a escala  mundial do problema:

esteira de fumaça

nuvens aviões

nuvens aviões 2

Por fim, o vídeo a seguir mostra, em câmera acelerada, o efeito real das nuvens artificiais formadas pelos aviões:

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filtro

Não podia ser mais simples e barato. Junte duas garrafas PET, um pouquinho de brita, areia grossa, areia fina e carvão. Ah, e um chumaço de algodão. O resultado é um filtro, capaz de eliminar impurezas microscópicas e até matar bactérias. Milhões de crianças morrem no mundo, vítimas da ingestão de água não tratada. Soluções assim, de custo zero, mostram que muitas vezes o problema não é falta de recursos, mas falta de informação, de conhecimento. A foto é de um modelo montado por um aluno da oitava série do Colégio Galois, Brasília-DF.

A solução está aí, para quem quiser usar:

http://cienciahoje.uol.com.br/66581

http://www.scienceclub.com.br/livre_eventos_realizados_detalhes.asp?id=63

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Ângela Kempfer

O subprocurador-geral da República, Alcides Martins, já enviou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) parecer pedindo que seja acolhido recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal e que condene, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, o ex-atleta Zequinha Barbosa e seu antigo assessor por exploração sexual de meninas de 13, 14 e 15 anos em 2003, em Mato Grosso do Sul.

Ver matéria em Brasil contra a Pedofilia ou em Notícias do Ministério Público Federal

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