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Archive for the ‘arte’ Category

Semianyki (Teatr Licedei | Rússia)

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Numa casa bem comum, com roupas estendidas no varal, e muita bagunça, a mãe de quatro filhos traz o quinto na barriga. O pai divide suas atenções entre a família e a vodca, as responsabilidades da vida adulta e a vontade de partir. As crianças, hiperativas, não perdem nenhuma chance de infernizar o pai, com brincadeiras quase fatais.

Trata-se de uma família normal, mas elevada à décima potência. No exagero, todos enxergamos um pedaço de nós mesmos e de nossas famílias.

A trupe leva as técnicas de palhaçada ao limite do sublime. É impossível não ficar hipnotizado pelo riso non sense. Exceto para aqueles mau-humorados crônicos que se aborrecem com os beijos dos atores e umas gotas de água.

Criada em 1968 em Leningrado (hoje São Petersburgo), a trupe é referência mundial no teatro de clown.

O Licedei encerrou sua turnê brasileira no dia 21 de junho de 2009, na Mostra Internacional de Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Para quem não pôde assistir ao vivo, vale a pena clicar aqui . Perde-se, é claro, a interação com os personagens, e a mágica envolvida nesse processo. Mas vale mesmo assim.

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Trinta e três artistas usando como tela o corpo humano, modelos clicadas pela fotógrafa Louise Chin. As mais diversas técnicas e estilos, do grafite ao design gráfico, da propaganda às histórias em quadrinhos.  O conjunto dos trabalhos fornece um panorâma das artes plásticas no Brasil contemporâneo.

Tudo isso pode ser checado em Lost Art – 2nd Skin – Segunda Pele

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Guido Daniele nasceu em 1950 em Soverato (CZ), vive e trabalha em Milão. Entre outros estabelecimentos, estudou na Escola Tibetana de Tankas, em Dharamsala, Índia. Concebeu cenários para fotos, comerciais e programas de televisão. Em 1990 começou a desenvolver sua técnica de pintura corporal, pintando os corpos de modelos para fotografias, filmes, publicidade, shows e eventos. Esta experiência levou-o a juntar as técnicas de fotografia e pintura a óleo. A partir de 2000,  a série “Animal Hands”, utilizando a técnica de pintura corporal, mas aplicada apenas às mãos, desperta grande interesse internacional.

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Lia Halloran não é uma típica menina skatista. Filha de um cientista, foi exibida no Thrasher Magazine aos 16 anos, e passou a receber uma bolsa de estudos do  departamento de pintura e gravura da Universidade de Yale. Essas forças cósmicas colidiram quando recebeu uma bolsa para estudar o céu noturno com cientistas no Chile, em 2000.

A experiência de Halloran  com a astrofotografia  acabou por ser o insight e a base do seu trabalho atual. Com uma lanterna presa ao seu punho ou à cabeça, Halloran gastou 18 meses no seu skate, tarde da noite no deserto e em locais em torno de Los Angeles. Acompanhada por um amigo ou aventurando-se sozinha, Halloran utiliza lapsos de tempo da fotografia para captar o movimento dinâmico de luz, em lugares como o leito de canais urbanos, o  Bronson Canyon, o Parque Griffith e até estacionamentos. Devido à longa exposição, Halloran desaparece, deixando apenas linhas luminosas como vestígios da sua presença.

Essas escapadas noturnas  subversivas, numa atitude do tipo “garota-má”, tem  precedentes históricos, escapando da vista e, eventualmente, da lei através do poder da arte, ao mesmo tempo realizando um leitura pós-moderna do Lápis da Natureza de Henry Fox Talbot  (o pioneiro livro de 1844, em que Talbot introduziu uma técnica  precursora da moderna fotografia). Na revisão de Halloran, a luz não só revela o mundo natural, mas também o esconde. Ao fazê-lo, ela reúne arte e ciência como dois igualmente maravilhosos e falíveis sistemas de conhecimento.

Texto original em inglês aqui.

Ver mais imagens aqui.

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Nunca haverá consenso sobre o que é um objeto artístico. Mas algumas iniciativas testam os limites do conceito de arte. Uma destas é a página “Radiology Art”, do estudante de medicina Satre Stuelke, em que qualquer um pode contribuir com imagens produzidas a partir de objetos comuns submetidos a aparelhos de scanner de uso médico.

O resultado não deixa de ser belo:

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Mais imagens em Radiology Art

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O espaço virtual da Internet é democrático e nos permite conhecer o trabalho de artistas de todo o mundo. Um desses é Paulo Peters, de Brasília, que possui um blog onde as imagens que ele produz convivem com textos, em geral poesias, algumas de autores consagrados, outras de autores que estão no início da jornada. Seus trabalhos tem um estilo diversificado, mas estão presentes os elementos da natureza, em especial os fundamentais, terra, fogo, água e ar. O ser humano, e seus sentimentos, também são retratados com muita beleza e força.

Selecionamos algumas de suas obras, que estão em exposição nas paredes da web:

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Inspiração é para amadores. Eu trabalho duro.

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Chuck Close é fotógrafo e pintor, nascido em Washington – DC em 1940. Sua técnica predominante é o Foto-realismo, técnica em que a pintura é similar a uma fotografia, e que se enquadra no movimento artístico denominado de Hiper-realismo.

Vistos de longe os seus quadros parecem fotografias. Vistos de perto são incontáveis pequenos quadros abstratos, com círculos, quadrados, e outras formas. Um dos quadros mais interessantes é o do rosto de uma mulher de idade avançada totalmente pintado com a impressão digital de Close.

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Em 1988 Close ficou paralisado, sendo obrigado a usar cadeira de rodas devido a um coágulo sanguíneo na coluna vertebral. Mais tarde acabaria por readquirir a mobilidade parcial dos seus braços, mas, mesmo antes disso, não desistiu da pintura, embora recorrendo a algumas técnicas que lhe permitissem trabalhar na sua cadeira de rodas: nesta época, passou a pintar com o pincel na boca.

Os seus retratos são delineados pelos seus assistentes, para depois serem pintados por Close numa técnica similar à utilizada no Impressionismo e no Pontilhismo. O resultado é uma tela com pequenas pinturas que vistas a uma determinada distância parecem uma única imagem. Inúmeras fotografias de Chuck Close encontram-se integradas em colecções de instituições como o Art Institute of Chicago, o Philadelphia Museum of Art, o Whitney Museum of American Art, a Tate Gallery (Londres) e o Musee National d’Art Moderne (França). Entre 1989e 1999, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque organizou uma retrospectiva do seu trabalho.

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