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Archive for the ‘ciência’ Category

filtro

Não podia ser mais simples e barato. Junte duas garrafas PET, um pouquinho de brita, areia grossa, areia fina e carvão. Ah, e um chumaço de algodão. O resultado é um filtro, capaz de eliminar impurezas microscópicas e até matar bactérias. Milhões de crianças morrem no mundo, vítimas da ingestão de água não tratada. Soluções assim, de custo zero, mostram que muitas vezes o problema não é falta de recursos, mas falta de informação, de conhecimento. A foto é de um modelo montado por um aluno da oitava série do Colégio Galois, Brasília-DF.

A solução está aí, para quem quiser usar:

http://cienciahoje.uol.com.br/66581

http://www.scienceclub.com.br/livre_eventos_realizados_detalhes.asp?id=63

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da Efe, em Madri (12/06/2009)

O ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009) fez uma contribuição inesperada para a ciência quando se esquivou dos sapatos que foram atirados contra ele, em dezembro de 2008, em Bagdá, por um repórter iraquiano. A afirmação é de um estudo publicado pela revista “Current Biology”.

Um dos sistemas guia as ações e o outro a percepção. O interessante é que o primeiro permite ao cérebro “ver” coisas que os olhos não percebem, segundo o estudante de doutorado em psicologia Jeffrey Lin, autor principal do estudo.

“Quando lançamos duas bolas com trajetórias muito similares contra alguém, elas podem parecer iguais para seu sistema de percepção, mas o cérebbushro calcula de forma automática qual representa uma maior ameaça e desencadeia uma manobra de evasão, inclusive antes que a pessoa se dê conta do ocorrido”, afirma Lin.

Isto explica porque no incidente dos sapatos al- Maliki nem se mexeu. “Seu cérebro já tinha captado que o sapato não representava uma ameaça. Mas o cérebro de Bush o catalogou como uma ameaça e desencadeou um movimento de evasão, tudo em uma fração de segundo”, disse Lin.

Os reflexos de Bush e a falta de reação do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que estava ao lado do ex-presidente, durante o incidente, comprovam a teoria de neurocientistas da Universidade de Washington de que “existem duas vias independentes no sistema visual humano”.

Os cientistas realizaram vários experimentos com estudantes e o uso de computador para demonstrar sua teoria. Segundo Geoffrey Boynton, coautor do estudo, o fato demonstra que um estímulo em forma de ameaça chama a atenção, inclusive quando não se pode identificar de forma consciente.

“Isto é mais preciso que nossa percepção consciente. É bastante impressionante”, disse.

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Primata de 47 milhões de anos pode ser ancestral remoto do homem.

fossil

Pesquisadores alemães revelaram animal ao público nesta terça (19).

Criatura teve tecidos moles e até conteúdo digestivo preservado.

Da Associated Press

Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Jens L. Franzen, da Alemanha, acaba de revelar ao público um pequeno primata de quase 50 milhões de anos que pode estar na base da árvore genealógica dos seres humanos. O Darwinius masillae, que vivia no alto da floresta onde hoje é a Alemanha, pesava menos de um quilo quando adulto, mas já apresentava características como os dedos com unhas (e não garras), tal como os primatas mais “avançados”. A publicação está na revista científica de acesso livre “PLoS One”.

fonte

Comentário Cogitamundo: Descobertas como estas mostram que a história da espécie humana no planeta Terra ainda está em aberto. Teorias como a apresentada na História Secreta da Raça Humana não são absurdas, pois importantes descobertas, que possam comprovar a teoria de que o ser humano habita a Terra a mais tempo do que se supõe, ainda estão surgindo. Outro exemplo é a pegada encontrada no Quênia, e que deve ter 1,5 milhão de anos. Fonte

pegada

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gleiserMarcelo Gleiser atingiu uma certa maturidade literária nesta comovente biografia de Johannes Kepler (1571-1630). A trágica vida do cientista é contada de uma forma envolvente e poética. A morte dos filhos, da mulher, a mãe acusada de bruxaria pela inquisição, as doenças, as guerras, tudo isso como pano de fundo para as maravilhosas descobertas de Kepler a respeito da posição da terra no sistema solar e o movimento dos planetas.

É incrível a resistência deste homem às adversidades, que vontade ferrenha na busca incessante pela verdade. Kepler lia as escrituras divinas no original: as estrelas e o céu. O Deus/Natureza revelou, não sem resistência, alguns de seus segredos a este gênio da humanidade. Mas ele mereceu a revelação. Sorte nossa, que pudemos compartilhá-la.

Quanto ao autor, em pesquisa no Google e no Wikipedia sempre encontramos referências a um certo professor Roberto Martins, que dedicou um artigo a mostrar imprecisões no primeiro livro de Gleiser, “A Dança do Universo”.  O que eram realmente incorreções, foram corrigidas na 2ª edição, com agradecimentos por terem sido apontadas. Mas muitas das alegações referiam-se a estilo de escrita, e quanto a isto não existe certo ou errado. É neste ponto que o professor perde um pouco da razão e mostra um certo ciúmes ou inveja. É certo que ele acabou ganhando uma certa fama, por contestar o famoso Marcelo Gleiser. Nos livros seguintes, cada vez melhores, não houve mais incidentes como este. Mas o fato é sempre apontado para atacar a visão não religiosa de Marcelo Gleiser. Como temos dito aqui, fundamentalismo não fica bem nem para a ciência nem para a religião.

É hora de lembrarmos do pensamento tolerante de Kepler, que tentou encontrar o melhor das religiões cristãs, em franca cisão, na tentativa de reuní-las. Mas a voz da razão era ignorada, como até hoje o é.

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dnaA origem da vida é um fenômeno que intriga os cientistas há séculos. Mas os mistérios estão lentamente se dissipando, e um trabalho recém-divulgado mostra como deve ter ocorrido um dos passos mais importantes na caminhada para que uma química simples pudesse dar origem a formas de vida capazes de se replicar.

A chave de tudo é uma molécula que hoje é um primo pobre do famoso DNA, mas pode ter sido a precursora das primeiras coisas vivas na Terra: o RNA.

Mais delicada que o DNA, é uma molécula que se degrada mais facilmente. Em compensação, ela pode fazer o papel duplo de guardar informação genética (função primordial do DNA) e “atuar” no metabolismo (função primordial das proteínas). Por isso, ela era tida como uma excelente candidata à primeira molécula da vida.

A alternativa a ela seria pensar no surgimento de uma criatura primordial que, de cara, usasse DNA e proteínas, evocaria o paradoxo do ovo e da galinha — como DNA codifica proteínas, e proteínas ajudam na replicação do DNA, os dois se reunirem juntos, gerados individualmente, num mesmo momento era um evento altamente improvável. Se dependesse disso, a vida provavelmente jamais teria surgido.

ler mais em G1

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As religiões muitas vezes transformam suas doutrinas em dogmas incontestáveis e não admitem quaisquer questionamentos. Na história da igreja católica, isto resultou em julgamentos durante a santa inquisição e as consequentes condenações de personalidades como Galileu Galilei e Giordano Bruno. A pena de Galileu foi relativamente leve, ao contrário da pena recebida por Giordano Bruno que, após ter sua língua pregada em madeira, foi queimado vivo.

Na história recente, podemos ver o exemplo de alguns seguidores do islamismo que se tornaram fundamentalistas e promovem alguns atos de violência ou de ameaça contra aqueles que desafiarem a interpretação conferida ao Alcorão.

Mas, infelizmente, a ciência também pode se tornar fundamentalista e, se não condena ninguém à fogueira material, pode condenar a uma fogueira moral. Albert Einstein, quando tomou contato com as conseqüências da física quântica, cujos fundamentos havia ajudado a construir, reagiu criando experimentos mentais na tentativa de demonstrar o desacerto das idéias que surgiam.  Ele, que fora rebelde e revolucionário, recusava-se a aceitar os novos conceitos. Fazendo uma autocrítica, quando a física quântica já estava consolidada, declarou que “como punição do meu desprezo pela autoridade, o destino fez de mim uma autoridade”. Einstein era elegante e tentava refutar as idéias inovadoras com argumentos. Mas  outros cientistas reagiram com muita fúria, desprezo ou incredulidade.

Um cientista da atualidade, o português João Magueijo, conta no livro “Mais Rápido que a Velocidade da Luz” a reação da comunidade científica à sua idéia de que a velocidade da luz poderia ser variável. A invariabilidade da velocidade da luz foi um dos dogmas científicos surgidos da autoridade de Einstein.

“Nos meses que se seguiram, as reações das pessoas a quem apresentei a minha ideia foram sempre as mesmas: ou sacudiam a cabeça, na melhor das hipóteses, dizendo ‘fique quieto e não seja tolo!’, ou, na pior, comportando-se de forma muito britânica, evitando exprimir qualquer opinião por ‘não saberem muito do assunto’. Embora nos seis anos anteriores eu tivesse apresentado mais do que a minha conta de idéias excêntricas, nunca tinha deparado com reações como aquelas. Quando comecei a chamar minha idéia de VSL (variable speed of light, ou velocidade da luz variável), alguém sugeriu que as iniciais queriam dizer ‘very silly’ (disparate).”

Magueijo mostra-se conformado com esta resistência dos cientistas as novas idéias, dizendo que a ciência é assim mesmo, mas quase desistiu de seguir em frente com sua teoria, como confessa no livro.

Embora Magueijo tenha superado a resistência inicial e hoje suas ideias sejam discutidas seriamente, outras teorias encontram tanta resistência que simplesmente não são aceitas no meio acadêmico nem como discussão inicial.

Um dos temas em que a ciência tornou-se mais fundamentalista provavelmente é o da evolução humana. É bem verdade que o próprio Darwin também encontrou muita resistência quando apresentou suas teorias, foi ridicularizado e ameaçado. Mas depois suas idéias foram tão aceitas que não há mais espaço para contestação. É nesse momento que uma teoria se transforma num dogma.

Eu acredito que o ser humano atual evoluiu de outras espécies e é aparentado com as espécies modernas. Basta observar o esqueleto de qualquer vertebrado para ver as semelhanças entre nossos ossos e os deles. Desde um rato até uma baleia, passando por répteis e peixes, cada seguimento de osso encontra seu correspondente de uma espécie para outra. Mas as provas a respeito do caminho desta evolução estão cheias de falhas.

historia secretaMichael A. Cremo e Richard L. Thompson, no livro “A História Secreta da Raça Humana”, mostram muitas dessas falhas que, se não são capazes de derrubar a aplicação da teoria da evolução para seres humanos, mesmo porque neste livro não se oferece uma teoria alternativa, certamente demonstram com bastante credibilidade  que esta precisa ser revista. Na verdade, a metodologia de análise das provas fósseis e outros meios de prova parece ter sido moldada especialmente para fundamentar a teoria dominante. Qualquer um que desafie este sistema fechado põe em risco sua carreira e reputação. Nas palavras dos próprios autores “estamos falando de um processo social contínuo de filtragem de conhecimentos que parece bastante inócuo, mas tem um efeito cumulativo importante. Certas categorias de evidência simplesmente desaparecem de vista, algo que, em nossa opinião, não é justificável.(…) Há, na comunidade científica, um filtro de conhecimento que impede a divulgação de evidências malvistas. Esse processo de filtragem existe há mais de um século, e continua até os dias de hoje.”

A grande coleção de indícios que compõem o livro traz uma possibilidade realmente diferente do que se aceita como verdade atualmente. O homem moderno pode estar na Terra há muito mais tempo que se pressupõe. Pode estar há milhões de anos. Essa não é uma verdade conclusiva no livro, é uma possibilidade. Assim como a teoria aceita como verdadeira também não passa disso.

Assista a um vídeo com uma palestra do autor Michael A. Cremo, proferida em Brasília DF, clicando aqui

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baghavatamQuando pensamos na história da astronomia, imaginamos que esta começa na Grécia antiga, com Aristóteles e sua hipótese das esferas perfeitas, que envolviam a Terra, uma esfera imperfeita. Mas raramente se faz menção às contribuições anteriores, vindas da tradição da Índia antiga. Coincidência ou não, nesta tradição o planeta Terra também estaria envolto em esferas. Fala-se menos ainda na compreensão dos astrônomos e religiosos da Índia antiga sobre o tamanho do Universo. Enquanto o céu grego tinha um “pé-direito” baixo, tanto que Ícaro queimou-se no sol após poucas batidas de asa, a astronomia indiana já conhecia pelo menos a dimensão aproximada do sistema solar até Saturno. O Universo, como um todo, também era considerado muito maior do que aquele imaginado pelo ocidente até depois da idade média.

Um interessante texto do professor Richard L. Thompson, doutor em Matemática, trata de muitos aspectos da astronomia da Índia antiga, ignorados pelos ocidentais. A tradução deste texto pode se encontrada  aqui

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