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Archive for the ‘cogitando’ Category

(fonte: Calcinhas na Rede)

Marina Silva tem uma história de vida surpreendente. Aos 16 anos, o tratamento para malária (na verdade ela tinha hepatite) destruiu seu fígado. Desenganada pela primeira vez, reagiu “não morro de jeito nenhum!” Repetiu esta frase em outras três ocasiões, quando as consequências dos tratamentos errados e as doenças verdadeiras, algumas resultado da pobreza da infância, continuaram a assombrá-la. Mas tem vencido sempre. E vem revertendo as adversidades em seu favor. A doença obrigou-a a sair da pequena cidade em busca de tratamento. Durante este, finalmente teve oportunidade de estudar e ser alfabetizada. Recentemente desgastou-se no Governo ao ser atacada por agressores e  defensores da natureza. Saiu do Ministério do Meio Ambiente. Volta à cena ao se desligar do PT e possivelmente ser candidata à Presidência da República. Mereceu a capa de todas as grandes revistas e jornais. Modificou instantaneamente o cenário político que parecia polarizado entre situação e oposição.

marina silvaDo trabalho nos seringais, no meio da floresta, ao trabalho de empregada doméstica, na cidade. Tornou-se aspirante à freira. Depois professora de história. O coração batia forte pela vontade de ajudar os povos da floresta, o que a levou a uma carreira política acelerada, de Deputada Estadual à Senadora. Realmente a vida de Marina Silva é quase inacreditável. Mas tem uma explicação simples: a vontade desta mulher de fazer o seu próprio destino.

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Fatos:

gilmar-mendes2Gilmar Mendes, atual Presidente do Supremo Tribunal Federal, é sócio de uma entidade chamada Instituto Brasiliense de Direito Penal – IDP. Tal instituição já foi objeto de diversas matérias jornalística, em razão de contratos públicos celebrados com o Governo Federal sem licitação. O IDP, entre outras atividades, organiza eventos, como o XII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional . Um dos principais patrocinadores deste evento é a Souza Cruz, aquela fabricante de cigarros. A constitucionalidade das Leis Estaduais que vem restringindo o uso de cigarros será julgada pelo STF.

Conclusões: deixamos para você concluir.

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Leia também “Fumante morto não paga

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Parece piada, mas encontramos na internet um curso de “jornalismo on line” por R$ 40,00. Claro, não deve ter nada a ver com a decisão do STF (voto do Min. Carlos Ayres Brito) que retrocedeu o jornalismo ao século XIX, quando não havia advogados e sim rábulas .

jornalismo 4curso jornalismo 2

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Da Agência Estado

O segurança e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com ladrões e considerado suspeito de roubar seu próprio carro. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial da cidade.

Nos próximos dias, seu advogado, Dojival Vieira, vai ajuizar uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.” Santana é negro. O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial.

Segundo o cliente, enquanto a família fazia compras, na noite do dia 7, ele esperava no carro com a filha de 2 anos. O alarme de uma moto disparou e ele viu dois homens correndo. O dono da moto chegou em seguida. Santana desceu do carro e achou que os bandidos tinham voltado. Um desses homens sacou uma arma e Santana correu. No chão, chegaram a lutar até que um terceiro homem, que se identificou como segurança da loja, retirou a arma e pisou na cabeça de Santana. Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram.

“Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando disse que o carro era meu, batiam mais.” Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. “Eles riam e diziam: ‘Sua cara não nega. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia’.” De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. “Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender”, diz ele.  As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentário Cogitamundo:

Esse é apenas um exemplo das humilhações que os negros ainda sofrem no nosso país. Claro, a maioria não acaba no Jornal Nacional, ninguém repara. Só a vítima. Um processo que se repete tantas vezes que a vítima nem tem mais consciência. Vai minando sua autoconfiança, sua autoestima, até prendê-lo ao que se considera seu lugar.  A mensagem, no episódio violento, é evidente, “negro não é bem vindo em um hipermercado, principalmente se for no seu próprio carro”. Essa mensagem é repetida de muitas formas, algumas com violência física, outras com violência simbólica.

Mas quando se fala em cotas nas universidades e empresas, os brancos reagem: Não há racismo no Brasil. Não. De jeito nenhum. O brasileiro não é racista. Não é Januário?

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pomba ameaçada

“Pacifistas são tão ingênuos, quanto belicistas são insanos.”

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anão nazistaCausou polêmica no mundo todo o caso do anão de jardim, na Alemanha, que faz a saudação nazista. O autor da escultura quase foi processado, por que na Alemanha é proibida a divulgação de qualquer símbolo nazista. As autoridades desistiram do processo, preferindo acreditar, como diz o artista, que o anão ridiculariza uma suposta raça superior.

Mas a promotoria fez uma advertência: anões de jardim tem o potencial de cometer abusos, e o próximo, artístico ou não, não passa.

(veja a notícia na BBC ou no G1)

O uso da ironia, comum em crônicas, é sempre um risco.  Luís Fernando Veríssimo fala sobre isso em entrevista à revista Língua:

“Existe alguma técnica para escrever com ironia?”

É curioso. Os brasileiros estão acostumados com a ironia, nada mais comum do que duas pessoas que se amam se agredirem ironicamente, ou as pessoas dizerem o contrario do que realmente pensam, mas coloque-se isso num texto e o comum é as pessoas não entenderem. Esta é a maior ironia de todas. Se há uma técnica para escrever com ironia? Não, é só ser irônico, brasileiramente.”

Quando, em 2002, LFV escreveu uma crônica sobre o então recém eleito presidente Lula, muita gente não entendeu a ironia. Alguns atacaram o que consideraram preconceito do cronista, outras pessoas chegaram a concordar com a manifestação preconceituosa (obviamente irônica). Na ocasião, o cronista desabafou, com ironia:

“Quando o leitor não entende o que o jornalista escreveu, a culpa é sempre do jornalista. Peço desculpa a quem não entendeu a intenção da coluna. O alvo era o preconceito social implícito na reação desmedida ao fato do Lula ter tomado um bom vinho. Talvez tenha faltado o aviso ‘Atenção: ironia’. De qualquer jeito, culpa minha.”

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O Tempo é nosso maior inimigo, porque a tudo destrói.

O Tempo é nosso maior amigo, porque a tudo cura.

O que está certo?

Não há contradição. O que chamamos de destruição, na verdade é transformação, que é a essência da vida. O poder de cura do tempo vem da transformação, ou seja, da renovação.

A frase exata seria: O tempo é nosso maior amigo, porque a tudo renova.

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