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Archive for the ‘dilema ético’ Category

chipanzeRubens, um multimilionário, está desesperado. Sua filhinha tem uma doença degenerativa dos pulmões. Aos poucos ela irá perder a capacidade de respirar e necessitará ficar presa a aparelhos pelo resto de sua vida. Um transplante de pulmões poderia salvar-lhe a vida, mas outros problemas de saúde fariam com que ela não suportasse os medicamentos para rejeição.

O dinheiro de Rubens, entretanto, logo faz surgir uma opção: Um chipanzé geneticamente modificado poderia ter um pulmão idêntico ao da filha de Rubens. Tal chipanzé foi gerado artificialmente, por manipulação dos genes. Contudo, um fato inesperado ocorreu. Junto com o sistema respiratório humano, o chipanzé transgênico possuia um sistema fonador idêntico ao humano. Logo aprendeu a emitir palavras. Os cientistas envolvidos no projeto garantiram que ele apenas repetia palavras, como os papagaios, e que isso não era prova de inteligência. A sociedade, contudo, ficou dividida e muitos achavam que este animal não merecia ser sacrificado.

Rubens foi obrigado a enfrentar uma rápida batalha judicial para salvar sua filha e venceu: a Justiça autorizou o transplante.

Mas, quando o Chipanzé estava sendo preparado para a cirurgia que iria matá-lo, ele agarrou o braço do médico e disse: Não, morrer, não, querer, dói, por favor. O médico olhou para a menina, que tinha uma permanente cor azulada. E olhou para os olhos do chipanzé, dos quais escorriam lágrimas.

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Em 2150, no sec. XXII, depois de 50 anos tranquilos naquele país que o acolheu, quando o seu próprio tornou-se impossível para viver, Machado recebe uma intimação: estava sendo acusado de ter participado de um dos maiores genocídios da humanidade, quando uma ditadura sangrenta havia exterminado milhões de cristãos, sob o olhar complacente da maioria muçulmana no mundo.

Glória, a filha de Machado, não podia acreditar em tamanha injustiça. Seu pai era um pregador dos evangelhos de Cristo, e justamente por isso fora obrigado a fugir. Como advogada, fez tudo que estava a seu alcance para libertar seu pai de passar os poucos anos que lhe restavam de vida num presídio. Chegou a discutir rispidamente com o Promotor de Justiça encarregado do caso, Mohamed Ali, dizendo que ele estava tentando expiar a própria culpa, usando o pai de Glória. O Promotor defendeu-se dizendo que não se tratava disso, e sim da importância de manter viva a memória da tragédia, para que ela não se repetisse, bem como a necessidade de não deixar impunes todos os culpados.

Glória conseguiu a absolvição de seu pai, por falta de provas. Mas passaram-se alguns meses e ela encontrou um envelope na casa de seu pai, contendo documentos que definitivamente não só o incriminavam, como provavam ter sido ele um dos principais autores da matança. Seu pai era um genocida. Agora Glória, revoltada, sentia-se impelida a entregar o próprio pai para a Justiça.

(inspirado no filme “Muito Mais que um Crime”, de Costa-Gavras)

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Ao chegar em casa de surpresa, no dia de seu aniversário, Arlindo encontra a mulher com o vizinho sem a camisa. Julgando estar sendo traído, atira  em sua mulher, matando-a. No mesmo instante a filha e a vizinha entram na casa, com uma fita métrica na mão. Chorando, a filha explica que foi buscá-la com a esposa do vizinho, pois sua mãe resolvera presentear o marido com uma camisa nova, e estava usando o vizinho de modelo.

Arlindo foi condenado a 30 anos de cadeia e, tendo já cinquenta anos, sabe que passará o resto de sua vida preso.

Aos dezesseis anos, a filha de Arlindo adoece. Sua única esperança é um urgente transplante de coração. Mas não haverá tempo para esperar um órgão compatível. Arlindo decide doar seu próprio coração, alegando que a sua vida está condenada e as crianças têm o direito a ser tratadas com prioridade absoluta, como está na Constituição. Entra na Justiça com um pedido de autorização para que o transplante seja feito.

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Jorge recebeu um telefonema no meio da noite. Era seu irmão, Carlos, que não lhe procurava há cinco anos.  Estava muito doente. Precisava de um rim novo.  Será que seu irmão poderia doar um dos seus rins? Jorge disse-lhe que precisavam conversar sobre isso pessoalmente. Desligou o telefone e pensou na vida diferente que ambos viviam. Jorge levava uma vida regrada, sem excessos, alimentava-se com cuidado, praticava exercícios. Carlos, ao contrário, embebedava-se diariamente. Comia muita gordura e nenhum vegetal. Seus rins não suportavam mais, corria o risco de ficar cego e passar o resto da vida preso a uma máquina de hemodiálise. Encontraram-se em um restaurante. Carlos pediu cerveja e uma picanha bem gorda. Vendo ao que seu rim seria submetido, Jorge hesitava em dar sua resposta. E você, o que faria?

A situação descrita no problema foi inspirada em fato real, contado na revista Seleções de dezembro de 2008.

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bioeticaRita convenceu Emanoel que deveriam ter um filho. Mas ambos eram estéreis. Rita propôs uma solução. Escolheriam uma mãe de aluguel e a contratariam para gestar seu filho. O óvulo e o espermatozóide seriam doados de outras pessoas. Isso foi feito.

Mas rita e Emanoel se separaram antes do nascimento do bebê e começaram a brigar pelo direito de ficar com ele. A mãe de aluguel, por sua vez, arrependeu-se do contrato e decidiu pleitear judicialmente o direito de ficar com o bebê que gestara em seu útero. Os doadores do óvulo e do espermatozóide também resolveram que, na verdade, o filho era deles, e entraram na disputa pela guarda do bebê.

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inteligencia-artificialSegundos antes de sua morte, Isaac transferiu todas as suas informações cerebrais, lembranças, conhecimentos, personalidade, para um computador. Mas sua esposa não gostou nada disso. Sentia-se mal com a imagem do marido na enorme tela pendurada na parede da sala. Disse, em voz alta, que aquilo não era seu marido, era apenas uma ilusão, e que iria formatar o disco rígido. Seu marido, ou o ente no computador, estava conectado à internet, e pediu socorro por e-mail. Agora a mulher de Isaac enfrentava um processo judicial pelo direito de desligar a máquina. Isaac/PC defendia continuar sendo humano, possuindo até a sensação de tato, pois a sua tela era multi-touch. Acusa sua mulher de estar interessada no seguro, que aliás a seguradora se recusa a pagar.

Para mais informações sobre a transferência da mente para um PC, clique  aqui (informações em inglês).

Fonte da imagem

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João tem apenas um minuto para fazer uma escolha. Um trem desgovernado aproxima-se do entroncamento onde ele está. Mais abaixo no caminho do trilho estão 40 trabalhadores. Não há como deter o trem. Mas, se ele puxar a alavanca e desviá-lo para o outro trilho, apenas 5 trabalhadores morrerão. Só que, se ele fizer isso, estará deliberadamente matando os 5. Para complicar ainda mais, um dos 5 trabalhadores é seu irmão mais novo e outro é seu sobrinho. E entre os 40 trabalhadores, está seu filho. O que você faria?

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