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Archive for the ‘notícias’ Category

090624054009_amazoniaap226foraUm estudo da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indica que o trabalho escravo no Brasil se encontra, principalmente, em zonas de desmatamento da Amazônia e áreas rurais com índices altos de violência e conflitos ligados à terra.

Segundo a publicação, apesar dos avanços feitos pelo governo brasileiro nos últimos anos, “a mão-de-obra escrava continua sendo usada no país para desmatar a Amazônia, preparar a terra para a criação do gado e em atividades ligadas a agricultura em áreas rurais”.

Leia mais na reportagem BBC Brasil.

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Da Agência Estado

O segurança e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com ladrões e considerado suspeito de roubar seu próprio carro. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial da cidade.

Nos próximos dias, seu advogado, Dojival Vieira, vai ajuizar uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.” Santana é negro. O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial.

Segundo o cliente, enquanto a família fazia compras, na noite do dia 7, ele esperava no carro com a filha de 2 anos. O alarme de uma moto disparou e ele viu dois homens correndo. O dono da moto chegou em seguida. Santana desceu do carro e achou que os bandidos tinham voltado. Um desses homens sacou uma arma e Santana correu. No chão, chegaram a lutar até que um terceiro homem, que se identificou como segurança da loja, retirou a arma e pisou na cabeça de Santana. Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram.

“Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando disse que o carro era meu, batiam mais.” Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. “Eles riam e diziam: ‘Sua cara não nega. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia’.” De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. “Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender”, diz ele.  As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentário Cogitamundo:

Esse é apenas um exemplo das humilhações que os negros ainda sofrem no nosso país. Claro, a maioria não acaba no Jornal Nacional, ninguém repara. Só a vítima. Um processo que se repete tantas vezes que a vítima nem tem mais consciência. Vai minando sua autoconfiança, sua autoestima, até prendê-lo ao que se considera seu lugar.  A mensagem, no episódio violento, é evidente, “negro não é bem vindo em um hipermercado, principalmente se for no seu próprio carro”. Essa mensagem é repetida de muitas formas, algumas com violência física, outras com violência simbólica.

Mas quando se fala em cotas nas universidades e empresas, os brancos reagem: Não há racismo no Brasil. Não. De jeito nenhum. O brasileiro não é racista. Não é Januário?

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Eudy Simelane

Eudy Simelane

O julgamento de três homens acusados de estuprar e matar uma jogadora de futebol sul-africana começa nesta quarta-feira.

A jogadora Eudy Simelane jogava na seleção da África do Sul. Ela era uma das lésbicas mais famosas da África do Sul.

O corpo de Simelane foi encontrado em abril do ano passado em um fosso próximo à sua casa. Ela foi estuprada por vários homens, espancada e esfaqueada 20 vezes no rosto, nas pernas e no peito.

Em fevereiro, um homem declarou-se culpado pelo assassinato. Outros três negaram as acusações e agora estão sendo julgados em Delmas Mpumalanga, uma pequena cidade próxima a Johanesburgo.

Ativistas em favor dos direitos de gays reuniram-se em frente ao tribunal nesta quarta-feira. Eles afirmam que Simelane foi alvo do ataque justamente por causa de sua orientação sexual.

continua…

Comentário Cogitamundo: A violência sempre é condenável. Mas o motivo pelo qual esta jovem mulher foi assassinada é especialmente deplorável. Nossa solidariedade aos amigos e familiares de Eudy Simelane, e a todo(a)s que sofreram violência semelhante.

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naohomofobia

Na Parada do Orgulho Gay de São Paulo houve a coleta de assinaturas pela aprovação de uma Lei Federal que busca reprimir a violência e a discriminação contra os gays e lésbicas.

A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e equipara esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito à pena de reclusão e multa.

Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.

O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais. O limite dessa manifestação de afetividade será ser o mesmo que o tolerado para casais heterossexuais.

Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto. (veja a íntegra desta matéria aqui ).

Um exemplo da violência dirigida contra pessoas decorrente da orientação sexual destas é a bomba caseira lançada contra um grupo que se reuniu no Largo do Arouche após a parada. Vinte e uma pessoas ficaram feridas. (leia mais aqui )

paparazziMas a violência foi exceção para as mais de três milhões de pessoas que estiveram presentes ao evento. O que se viu foi muita festa e fantasias. É curioso observar o interesse de muita gente em fotografar e ser fotografado. É como se todos quisessem ter o seu dia de paparazzi e de celebridade.

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Em 4 de junho de 2009, postamos um texto em que fizemos menção a um artigo publicado na revista Newsweek, de maio de 2009, que tratava da possibilidade de fraudes no sistema de votação eletrônica. Um visitante atento, do blog “Fraude Urnas Eletrônicas” , percebeu que o artigo linkado e resumido era de 2006. Para compensar o engano, estamos postando novamente, desta vez com a tradução integral do texto correto:

Por Evgeny Morozov

Quando a Irlanda embarcou em um ambicioso programa de e-voto em 2006, afirmou que iria dispensar a “velha caneta estúpida”. Como o então primeiro ministro Bertie Ahern disse, em favor da fantástica máquina de votos touchscreen, parecia que a nação estava abraçando seu futuro tecnológico . Três anos e € 51 milhões mais tarde, em abril, o governo desmantelou toda a iniciativa. Custos elevados eram uma preocupação, pois o projeto consumiria outros € 28 milhões. Mas a verdadeira razão é a falta de confiança: os eleitores simplesmente não gostam que as máquinas efetuem os seus votos como simples registro eletrônico, sem quaisquer registros tangíveis.

Não tem que haver uma conspiração ou um Luddite teórico para entender a falibilidade das máquinas de voto electrônico.  Como a maioria dos usuários de PC agora sabemos, os computadores têm bugs, e podem ser crackeados. Aceitamos este risco de segurança nas operações bancárias, compras e e-mails, mas a urna deve ser perfeitamente selada. Pelo menos é o que eleitores europeus parecem estar dizendo, ao rejeitar a adoção de máquinas electrônicas  que não cumpram esta norma.

A reação contra o voto eletrônico acontece em todo o continente. Depois de quase dois anos de deliberações, o Supremo Tribunal da Alemanha decidiu, em Março, que o e-voto era inconstitucional, porque o cidadão médio não está preparado para entender as etapas exatas envolvidas na gravação e contagem de votos. Joachim Ulrich Wiesner e seu filho, um físico, apresentaram a primeira ação judicial e têm sido fundamentais para a sensibilização do público para a insegurança do voto eletrônico. Em uma entrevista à revista alemã Der Spiegel, o jovem Wiesner disse, com alguma razão, que as máquinas holandeses NEDAP utilizadas na Alemanha são ainda menos seguras do que os telefones móveis. O grupo holandês de interesse público Wij Vertrouwen Stemcomputers Niet (We Don’t Trust Voting Machines) produziu um vídeo mostrando quão rapidamente as máquinas NEDAP poderiam ser crackeadas, sem eleitores ou funcionários eleitorais estarem conscientes (a resposta: cinco minutos). Depois que o clipe foi transmitido na televisão nacional, em Outubro de 2006, os Países Baixos proibiram todas as máquinas de votação electrônica.

Numerosos casos de inconscistências no sistema eletrônico de votação têm sido apontados nos países em desenvolvimento, onde os governos são muitas vezes demasiadamente ansiosos para manipular votos, o que aumenta a controvérsia. Após Hugo Chávez ganhar as eleições de 2004 na Venezuela, foi revelado que o governo era dono de 28 por cento da Bizta, a empresa que fabrica máquinas de votação. Do mesmo modo, as eleições de 2004 na Índia ficaram notórios por gangues que fraudaram as urnas eletrônicas nas aldeias.

Porque as máquinas são tão vulneráveis? Cada etapa do ciclo de vida de um voto eletrônico, a partir do momento em que é desenvolvido e instalado o sistema, quando os votos são registrados e os dados transferidos para um repositório central para contagem, envolve diferentes pessoas, que têm acesso às máquinas, muitas vezes para instalar um novo software. Não seria difícil para que, digamos, numa eleição oficial, fosse plantado um programa “Trojan”  em uma ou várias máquinas de votação, que permitissem assegurar um resultado ou outro, antes mesmo de os eleitores chegaram às urnas. Seria muito fácil comprometer a privacidade dos eleitores e identificar quem votou a favor de quem.

Uma forma de reduzir o risco de fraude é ter máquinas de imprimir um comprovante de cada votação, que poderia então ser depositado em uma urna convencional. Embora esse procedimento assegurasse que cada voto pode ser verificado, a utilização de papel frustra a finalidade do voto electrônico, em primeiro lugar. Usar duas máquinas produzidas por diferentes fabricantes diminuiria o risco de comprometer a segurança, mas não o eliminaria.

A melhor maneira é expor o software por trás das máquinas de voto eletrônico ao escrutínio público. A raiz do problema das máquinas de voto eletrônico é que o computador executa programas dotados de segredos comerciais. (Não ajuda que muitas vezes o software seja executado no sistema operacional Microsoft Windows, que não é o mais seguro do mundo.) Sendo os softwares atentamente examinados e testados pelos peritos não filiados às empresas, seria mais fácil fechar lacunas técnicas que hackers podem explorar. Experiência com servidores Web têm mostrado que a abertura do software ao escrutínio público pode revelar potenciais falhas de segurança.

A indústria de voto electrônico argumenta que a abertura iria ferir a posição competitiva dos atuais líderes de mercado. Um relatório divulgado pelo Conselho de Tecnologia Eleitoral dos Estados Unidos, uma associação comercial, disse em abril que a divulgação de informações sobre vulnerabilidades conhecidas podem ajudar mais os fraudadores do que aqueles que defendem contra esses ataques. Alguns cientistas têm proposto que os códigos do computador devem ser divulgados apenas para um grupo limitado de especialistas certificados. Fazer essa divulgação obrigatória para todas as máquinas de voto eletrônico seria um bom primeiro passo para a administração Obama, coerente com o seu discurso de abertura no governo.

É melhor ter pressa, porém, antes que uma onda de populismo mate o voto eletrônico. Os governos estaduais e locais nos Estados Unidos, bem como os governos europeus, estão ficando cada vez mais impacientes com e-voto.  O Condado de Riverside, na Califórnia está cogitando pedir para os eleitores escolherem entre as cédulas de votação eletrônica e de papel em um referendo.  No momento, há muito de desejável nisso.

(o texto original em inglês pode ser acessado aqui)

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Segundo reportagem publicada na revista Newsweek para a América Latina, as urnas eletrônicas não são confiáveis:

No início deste mês, um relatório de segurança do perito finlandês Harri Hursti Diebold analisou o sistema americano de urnas eletrônicas  para uma organização chamada Black Box Voting. Muitas vulnerabilidades foram encontradas. Basicamente, o principal problema decorre da facilidade com que o software da máquina pode ser alterado.O pior é ser possível a manipulação do software para fazer os técnicos pensarem que tudo está funcionando bem.  O acesso de técnicos autorizados para atualizar periodicamente o software é apontado como um fator de insegurança. Segundo a reportagem, nenhum sistema de votação eletrônica pode ser 100 por cento seguro e confiável. É por isso que se discute a adoção do sistema de impressão do recibo do voto, pois num sistema de votação sem papel, não há segurança. O Brasil é mencionado na reportagem, mas afirma-se que o nosso sistema está longe de ser perfeito: de acordo com a matéria, na eleição presidencial de 2002  houve muitos problemas técnicos.

Ver a integra da matéria aqui, em inglês.

Atualização: o artigo acima referido é de 2006. Para ler artigo sobre o mesmo assunto, mas de 2009, clique aqui.

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Há muito se especula se existe vida além da terra ou não. Muitos acreditavam que com o tamanho descomunal do universo, fosse extremamente improvável que não. Outros alegavam terem visto OVNIs, ou até mesmo extraterrestres pessoalmente. Muitos casos foram revelados como falsos, e outros como inconclusivos. Mas apesar de tudo, sempre houve essa dúvida.

Há algum tempo atrás a NASA enviou uma sonda à marte para explorar uma parte do planeta que aparentemente estava congelada. Eles acreditavam que se houvesse de fato água nesse local, provavelmente existiria ou teria existido vida. A sonda, apelidada de rROLL, obteve um lançamento bem sucedido, mas a NASA perdeu o contato com ela, enquanto esta se aproximava da superfície marciana. Passou-se mais tempo que o esperado e a sonda não respondeu. Porém, quando a maioria já havia desistido, eles receberam as primeiras transmissões da sonda, corretamente alojada na superfície de marte.

Já muito felizes, os cientistas da NASA , receberam após algumas horas a primeira transmissão de vídeo da sonda. Porém, o que eles viram foi muito além de suas expectativas. Antes mesmo da sonda ter recolhido amostras do solo, nas filmagens feitas pela sonda, os cientistas descobriram não apenas bactérias, mas formas de vida incrivelmente desenvolvidas. E mais incrível ainda, elas possuiam uma rebuscada linguagem própria.

“Essa deve ser a maior descoberta do século, não, do milênio”, disse um cientista brasileiro da NASA. “Não esperávamos encontrar quaisquer formas de vida, e acabamos descobrindo uma forma de vida avançada e inteligente. Estamos estudando o local onde foi filmado esse vídeo, e já estamos considerando formas de interagir com eles. Pode ser o início de uma relação social interplanetária. Temos que tomar muito cuidado para não interagirmos de forma inadequada. Não sabemos seu nível tecnológico ou se são uma ameaça para nós.”

Quando perguntaram ao diretor da NASA como ele se sentia, este respondeu: “And if you ask me how I’m feeling, don’t tell me you’re too blind to see”, traduzido como “Se você me pergunta como eu me sinto, não me diga que você é cego demais para ver”. Há alguns rumores de que ele tenha saído correndo chorando depois disso.

Para ver o vídeo filmado pela sonda rROLL da NASA mostrando as formas de vida inteligentes em Marte, clique aqui.

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