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Posts Tagged ‘desmatamento’

090624054009_amazoniaap226foraUm estudo da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indica que o trabalho escravo no Brasil se encontra, principalmente, em zonas de desmatamento da Amazônia e áreas rurais com índices altos de violência e conflitos ligados à terra.

Segundo a publicação, apesar dos avanços feitos pelo governo brasileiro nos últimos anos, “a mão-de-obra escrava continua sendo usada no país para desmatar a Amazônia, preparar a terra para a criação do gado e em atividades ligadas a agricultura em áreas rurais”.

Leia mais na reportagem BBC Brasil.

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O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) comemorou em Plenário, nesta quinta-feira (4), a aprovação pelo Senado, ontem, do Projeto de Lei de Conversão 9/09, originário da Medida Provisória (MP) 458/09, editada pelo Presidente Lula, que doa para grileiros as terras ocupadas na Amazônia Legal, em áreas da União, com até 1,5 mil hectares. Morazildo reclamou que na Amazônia não se pode nada, nem explorar a madeira: “A árvore morre e o que querem os ecoxiitas é deixar essa madeira apodrecer sem ser aproveitada”.

mozarildo@senador.gov.br defende um “diagnóstico” da Amazônia que “beneficie as pessoas em primeiro lugar, o meio ambiente em segundo lugar, e os bichos em terceiro lugar”. Para exemplificar o que considera uma inversão de valores, mencionou as notas de real, que têm bichos impressos em lugar de pessoas. Foi aparteado pelo Senador maosanta@senador.gov.br, que afirmou que na sua carteira só tem notas com bichos e assim “não se aprende nada”. Realmente existem pessoas que não aprendem nada.

Não se trata de estabelecer uma ordem de preferência. Isso não faz sentido.  Meio ambiente saudável é igualmente importante para os homens e os outros animais. Na verdade, o que esses vândalos da natureza querem é enriquecer, à custa do patrimônio natural, que é de todos. É a apropriação da riqueza da humanidade por um pequeno grupo. A ordem de prioridade dessas pessoas é “primeiro eu, em segundo lugar meus parentes e em terceiro meus amigos”.

O projeto da MP da devastação foi elaborado pelo Ministro Mangabeira Unger, que já foi acusado de ter interesses econômicos na Amazônia, por meio do seu ex-cliente Daniel Dantas (leia mais). Os desentendimentos da Senadora Marina Silva com este Ministro resultaram na saída dela do Governo. O mesmo atrito se repete agora com o Ministro Carlos Minc.

Mais sobre a MP da devastação aqui.

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AFRA BALAZINA
da Folha de S.Paulo

Uma proposta do Ministério da Agricultura e de parlamentares ruralistas para alterar o Código Florestal não só libera o plantio de dendê e outras espécies exóticas em áreas destinadas à recuperação de floresta nativa na Amazônia como anistia os produtores de todo o país que plantaram em áreas de preservação permanente (APPs) até 31 de julho do ano passado.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u475018.shtml

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O MST contesta a política de incentivo ao combustível produzido a partir da cana-de-açúcar. A começar pelo apelido “biocombustível”, que afirma ser uma jogada de marketing para torná-lo mais simpático. Bio significa vida. O MST defende o uso do nome agrocombustível. Os argumentos trazidos pela entidade são bem convincentes. O primeiro é que ele incentiva a mono-cultura, o que sabemos é feito no Brasil há 400 anos e nunca foi bom para o país. Certamente este combustível contribuirá para o desmatamento da Amazônia. Além disso, a política governamental tem privilegiado grandes proprietários e empresas, e não o pequeno produtor. Afirma o MST que 90% da agropecuária brasileira se concentra em apenas 4 produtos: soja, milho, cana-de-açúcar e pecuária bovina.

Além desses argumentos, há uma grande discussão sobre o quanto se diminuiria em emissão de carbono com o uso do combustível plantado. Muitos dizem que a redução é pequena.

Cientistas afirmam que é possível, em cinquenta anos, produzir toda a energia elétrica por fontes eólicas, solares ou outros meios não poluentes. Basta decisão política e investimento. Este deveria ser o caminho.

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