Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘meio-ambiente’

(fonte: Calcinhas na Rede)

Marina Silva tem uma história de vida surpreendente. Aos 16 anos, o tratamento para malária (na verdade ela tinha hepatite) destruiu seu fígado. Desenganada pela primeira vez, reagiu “não morro de jeito nenhum!” Repetiu esta frase em outras três ocasiões, quando as consequências dos tratamentos errados e as doenças verdadeiras, algumas resultado da pobreza da infância, continuaram a assombrá-la. Mas tem vencido sempre. E vem revertendo as adversidades em seu favor. A doença obrigou-a a sair da pequena cidade em busca de tratamento. Durante este, finalmente teve oportunidade de estudar e ser alfabetizada. Recentemente desgastou-se no Governo ao ser atacada por agressores e  defensores da natureza. Saiu do Ministério do Meio Ambiente. Volta à cena ao se desligar do PT e possivelmente ser candidata à Presidência da República. Mereceu a capa de todas as grandes revistas e jornais. Modificou instantaneamente o cenário político que parecia polarizado entre situação e oposição.

marina silvaDo trabalho nos seringais, no meio da floresta, ao trabalho de empregada doméstica, na cidade. Tornou-se aspirante à freira. Depois professora de história. O coração batia forte pela vontade de ajudar os povos da floresta, o que a levou a uma carreira política acelerada, de Deputada Estadual à Senadora. Realmente a vida de Marina Silva é quase inacreditável. Mas tem uma explicação simples: a vontade desta mulher de fazer o seu próprio destino.

Read Full Post »

floresta_amazonica_lula-3

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) comemorou em Plenário, nesta quinta-feira (4), a aprovação pelo Senado, ontem, do Projeto de Lei de Conversão 9/09, originário da Medida Provisória (MP) 458/09, editada pelo Presidente Lula, que doa para grileiros as terras ocupadas na Amazônia Legal, em áreas da União, com até 1,5 mil hectares. Morazildo reclamou que na Amazônia não se pode nada, nem explorar a madeira: “A árvore morre e o que querem os ecoxiitas é deixar essa madeira apodrecer sem ser aproveitada”.

mozarildo@senador.gov.br defende um “diagnóstico” da Amazônia que “beneficie as pessoas em primeiro lugar, o meio ambiente em segundo lugar, e os bichos em terceiro lugar”. Para exemplificar o que considera uma inversão de valores, mencionou as notas de real, que têm bichos impressos em lugar de pessoas. Foi aparteado pelo Senador maosanta@senador.gov.br, que afirmou que na sua carteira só tem notas com bichos e assim “não se aprende nada”. Realmente existem pessoas que não aprendem nada.

Não se trata de estabelecer uma ordem de preferência. Isso não faz sentido.  Meio ambiente saudável é igualmente importante para os homens e os outros animais. Na verdade, o que esses vândalos da natureza querem é enriquecer, à custa do patrimônio natural, que é de todos. É a apropriação da riqueza da humanidade por um pequeno grupo. A ordem de prioridade dessas pessoas é “primeiro eu, em segundo lugar meus parentes e em terceiro meus amigos”.

O projeto da MP da devastação foi elaborado pelo Ministro Mangabeira Unger, que já foi acusado de ter interesses econômicos na Amazônia, por meio do seu ex-cliente Daniel Dantas (leia mais). Os desentendimentos da Senadora Marina Silva com este Ministro resultaram na saída dela do Governo. O mesmo atrito se repete agora com o Ministro Carlos Minc.

Mais sobre a MP da devastação aqui.

Read Full Post »

riberao-anhumas

Ribeirão Anhumas em Santa Catarina: exemplo de assoreamento

É inacreditável o que está acontecendo em Santa Catarina e que ameaça se espalhar pelo país, o retrocesso às normas de proteção do meio ambiente.  Um Estado, como Santa Catarina, que foi vítima de enchentes catastróficas, vir agora defender a redução das matas ciliares!

Um cientista certa vez foi muito claro ao explicar porque as matas são importantes para contenção da umidade. Ele mostrou, na própria cabeça, uma careca lustrosa. Disse que, quando toma banho, sua cabeça seca imediatamente, pois não retém a água. Já uma cabeleira demora a secar. O mesmo acontece com o solo sem vegetação, ou com vegetação rasteira, como o pasto ou plantação de soja: a água simplesmente vai direto para o rio, que não consegue drená-la com velocidade suficiente, até porque também se encontra mais raso, pelo assoreamento. Resultado: inundações.

A má idéia da estadualização das questões ambientais, a partir de uma interpretação intencionalmente equivocada da Constituição brasileira, tem apenas um propósito. Criar um fato consumado. O melhor, uma mata consumida. Mas os interessados na catástrofe têm um trunfo, a lentidão da justiça.

É o cúmulo da ganância e irresponsabilidade.

Read Full Post »

o-velho-e-o-marO livro “O Velho e o Mar” é considerado a obra-prima de Hemingway. É uma história incrivelmente simples, de um homem, num pequeno barco, que pesca um enorme peixe e passa dois dias lutando para trazê-lo à tona. Transformar uma trama tão prosaica num romance é tarefa para gênios como o escritor americano. E a história não é apenas um pretexto para lembranças em flash back. A maior parte da narrativa refere-se aos acontecimentos no próprio barco. Muitos consideram o livro inteiro como uma metáfora das lutas do homem para dominar a natureza ou sobre a força de vontade para atingir um objetivo.

Eu prefiro uma interpretação mais literal, em harmonia com o estilo jornalístico do autor. Vejo beleza na afirmação do valor da experiência e sabedoria dos mais velhos e na atribuição de dignidade a todo ser vivo, mesmo do peixe que é pescado.

A propósito do valor de todo ser vivo e do próprio planeta, assisti ao filme “O dia em que a terra parou”. Na filmagem original de 1951 (um ano antes de ser lançado o livro “O Velho e o Mar”) a ameaça ao planeta eram as armas atômicas. Na versão de 2009 o pretexto para a intervenção alienígena é a destruição do planeta Terra pela superexploração humana. O roteiro tem sérios problemas. Os alienígenas estariam acompanhando a evolução do ser humano há milhares de anos e resolvem agir para salvar o planeta da destruição, destruindo os destruidores, mas, só no último segundo, descobrem que o ser humano tem um outro lado, que cria e ama.

Apesar disso, o drama tem o mérito de combater um pouco a arrogância do ser humano que acredita que o planeta lhe pertence e que ele está no centro de tudo. Se o uso da natureza fosse feito com a sabedoria do velho pescador personagem de Hemingway não estaríamos em vias de um colapso ecológico.

Mas lembramos, como dito no texto Iwi Pita, que o ser humano dificilmente será capaz de exterminar toda a vida na Terra. Morreremos todos antes disso e a natureza permanecerá.

O Velho e o Mar, Ernerst Hemingway, Ed. Bertrand Brasil, 62ª Edição, 2008, Rio de Janeiro

Read Full Post »

lixao-de-computadorA rápida obsolescência dos equipamentos de informática causa um enorme problema ambiental que é exportado para países pobres.

Estas mulheres estão catando cabos de computador que foram exportados para áreas rurais da China, para a eliminação. Uma vez selecionadas, os cabos, isolados com PVC e revestidas com retardadores de chama bromados, serão queimados e emitirão fumaça cancerígena (dioxinas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos).

Mas não são só cabos que são jogados no lixão digital. São pilhas de equipamentos eletrônicos descartados. Além do aspecto degradante, as peças possuem substâncias tóxicas, como chumbo, níquel, arsênico e mercúrio, que ameaçam a água, o solo e o ar.

É por isso que a “solução” para os países ricos é exportar estes materiais para os países em desenvolvimento.

De acordo com o Basel Action Network, uma organização não governamental especializada em lixo tóxico, mais de 50% dos computadores obsoletos são exportados, inteiros ou desmontados, para os países em desenvolvimento, onde são tratados e eliminados de formas que violam as normas ambientais do Primeiro Mundo.

É preciso que as normas ambientais sejam respeitadas (ou até criadas, naqueles países em que estas não existem). Mas uma forma de minorar o problema é aumentar o tempo de uso dos equipamentos. Isso é possível com a doação de equipamentos usados para entidades como o Comitê para Democratização da Informática.

fontes: scienceblogs e planeta sustentável

Read Full Post »

desmatamentoLeonel Rocha – Correio Braziliense e Edson Luiz – Correio Braziliense

Em 22 de dezembro de 1988, um tiro disparado no meio da floresta amazônica ecoou no mundo. Chovia no começo da noite em Xapuri, no interior do Acre, quando o líder seringueiro Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, foi assassinado pelo fazendeiro Darci Alves Pereira, a mando do pai Darly Alves da Silva. A eliminação tinha como objetivo tirar do caminho dos pecuaristas o principal empecilho às derrubadas de árvores seculares da floresta para que a área fosse transformada em pasto para o gado. O crime mudou a visão do país e do mundo em relação ao meio ambiente, chamou a atenção para os conflitos fundiários e revelou a violência contra trabalhadores rurais.

No entanto, a bala que matou Chico não parou a ação das motosserras, que hoje transformam em um grande pasto o seringal onde ele nasceu e pelo qual foi assassinado. No local, seringueiros que antes acordavam de madrugada para coletar o látex, hoje fazem o mesmo para tanger o gado.

Depois da morte do líder seringueiro, o governo despertou para a questão ambiental. Mas não conseguiu diminuir o ritmo da devastação e da transformação das florestas de seringueiras em pasto. Nos últimos 20 anos, as queimadas e derrubadas destruíram 370 mil km² de florestas primárias (leia na página 17). Uma das áreas atingidas foi o seringal Cachoeira, onde nasceu Chico Mendes e que depois de sua morte foi transformado em uma reserva extrativista que leva o nome dele. Dos 970 mil hectares na zona rural dos municípios de Xapuri, Brasiléia, Rio Branco, Sena Madureira e Capixaba, 5% já foram derrubados. A castanheira e a seringueira, que antes garantiam o sustento dos povos da floresta, aos poucos deram lugar a 10 mil cabeças de gado, o dobro do permitido pela lei ambiental. É tudo o que Chico Mendes não queria.

“Se eu disser que todos os ideais de Chico Mendes foram realizados, não estarei dizendo a verdade. Há muito a ser feito, como na reserva que foi criada. O governo não deu condições para seus moradores, que estão transformando suas colocações em pastos”, afirma a viúva do líder seringueiro, Ilzamar Gadelha Mendes. Ela também preside a fundação que leva o nome do marido. Segundo ela, por falta de alternativas, os seringueiros estão trocando as atividades extrativistas pela criação de gado. “O pessoal cria boi para viver. Tem que ter mais investimentos na área”, acrescenta a
viúva.

(leia mais)

Read Full Post »

AFRA BALAZINA
da Folha de S.Paulo

Uma proposta do Ministério da Agricultura e de parlamentares ruralistas para alterar o Código Florestal não só libera o plantio de dendê e outras espécies exóticas em áreas destinadas à recuperação de floresta nativa na Amazônia como anistia os produtores de todo o país que plantaram em áreas de preservação permanente (APPs) até 31 de julho do ano passado.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u475018.shtml

Read Full Post »

Older Posts »