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Posts Tagged ‘publicidade’

Em novembro de 2008, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, enviou ao CONAR – Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária denúncia solicitando o fim da veiculação da campanha publicitária “Toda família tem um moleque muito folgado”, dos refrigerantes Nova Schin, da Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes Ltda. O vídeo da campanha mostra um menino jogando vídeo-game, enquanto a mãe lê uma revista e bebe refrigerante da Nova Schin na cozinha. O diálogo entre os dois é repleto de valores distorcidos e inverte os papéis familiares na medida em que retrata um filho que dá ordens à mãe. “O filme ressalta uma postura autoritária e desrespeitosa como algo positivo. Esse tipo de mensagem é intolerável e não condiz com o mundo moderno, no qual está clara a urgência em valorizar atitudes mais humanas, justas e baseadas no respeito”, afirma Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo.

Até o momento, o CONAR não analisou o caso.

Veja a peça publicitária citada e a denúncia encaminhada ao CONAR

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O mais interessante desses cartazes publicitários é ver que eles retratam seu tempo. Em alguns casos, um tempo que felizmente já passou. Em outros, um tempo que infelizmente não vai embora.

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“Iver Johnson Revolver, Absolutamente seguro, Descarga acidental impossível. Papai diz que isto não vai nos machucar.”

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“Mais médicos fumam Camels que qualquer outro cigarro!”

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Este é a continuação de um cartaz colocado no Publicidade policamente incorreta 1

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“É legal ter uma garota pela casa.”

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CASOU? Não há razão para negligenciar as meias!

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“É sempre ilegal matar uma mulher?”

As propagandas acima nos fazem refletir sobre o quão recente é a conquista de direitos pelas mulheres. Os cartazes parecem estar situados num contexto há muito superado. Mas, infelizmente, a violência contra a mulher continua existindo. A publicidade, como forma de retratar e perpetuar a cultura, seja nos seus aspectos positivos, seja nos negativos, tem uma parcela de responsabilidade. Ela deve ser ética tanto ao não reproduzir e reforçar esta violência, mas também ao cuidar para que a igualdade e o respeito à dignidade da mulher estejam presentes nas suas mensagens. Pode ser um pensamento ingênuo, mas acreditamos que é possível ser ético na publicidade. Porém, a sociedade precisa exigir isso.

Um dos caminhos é denunciar ao CONAR quando for veiculada publicidade que desrespeita as mulheres, pois é missão institucional desta entidade, justamente, preservar a ética, como se vê no seu estatuto:

Artigo 19 – Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar.
Artigo 20
– Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade.

Contudo, propagandas de bebida, principalmente de cerveja, ainda tem conteúdo sexista, tratando as mulheres como objetos, mas são toleradas:

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fonte: Maria Maria – Mulheres em Movimento

Mas não é de hoje que se associa mulheres à cerveja:

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fonte: Extra online

Não sabemos qual a relação entre cerveja e mulheres. Mas temos certeza de que há uma estreita relação entre o consumo de bebidas alcólicas e a violência praticada contra as mulheres.

Além do CONAR, abusos praticados por meio de publicidade podem ser denunciados ao Ministério Público. Se a propaganda for veiculada nacionalmente, a denúncia pode ser dirigida ao Ministério Público Federal.

Ver também “Pelo fim da violência contra as mulheres“, “A luta das mulheres pela igualdade de direitos” e “Publicidade politicamente incorretíssima

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Cogitamundo posiciona-se contra a publicidade dirigida às Crianças

Nós somos contrários à publicidade para as crianças. Esta já foi proibida em parte ou totalmente em vários países. Mas além disso, defendemos que as crianças sejam educadas, na escola, para que aprendam a ter uma postura crítica e consciente em relação à publicidade. E você, qual a sua opinião? Deixe seu comentário e participe da pesquisa. Leia abaixo algumas informações sobre o assunto.

Deputado pede audiência pública para discutir PL n.º 5.921/2001

– 10/12/2008

(fonte: Instituto Alana)

Nesta-quarta feira, dia 10 de dezembro, o deputado Miguel Corrêa (PT-MG) apresentou requerimento para realização de audiência pública ao presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados Federais, em Brasília. O pedido atende a uma demanda de diversas organizações que defendem os direitos das crianças e dos adolescentes , incluindo o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.

Se aprovada, a audiência pública contará com a participação dessas organizações para apresentar argumentos e discutir o Projeto de Lei n.º 5.921/2001, cujo substitutivo apresentado pela deputada Maria do Carmo Lara foi aprovado no último mês de julho pela Comissão de Defesa do Consumidor e que prevê, entre outras regras, a proibição de comunicação mercadológica direcionada a crianças no Brasil.

Notícias das últimas semanas denunciam o fato de o atual relator do Projeto de Lei, deputado Osório Adriano (DEM-DF), ser dono da Brasal Refrigerantes, fabricante da Coca-Cola no Distrito Federal.

Dono de fábrica da Coca-Cola é relator em projeto sobre publicidade para crianças – Edgar Rebouças

Edgar Rebouças*

A tropa de choque contrária ao projeto de lei que regulamenta a publicidade destinada a criança ganhou um aliado de peso esta semana.

Na última segunda-feira (24/11), em debate na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio sobre o PL 5.921/2001, de autoria de Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o deputado federal Osório Adriano (DEM-DF) deu parecer como relator rejeitando o substitutivo apresentado pela deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) na Comissão de Defesa do Consumidor. Seria tudo normal no jogo democrático de posições favoráveis e contrárias dentro do parlamento se não fosse por um pequeno detalhe: o PL 5.921/2001, com o substitutivo da deputada mineira, é o que propõe a regulamentação da publicidade destinada a crianças, e o novo relator, além de deputado federal, é o proprietário da fábrica da Coca-Cola no Distrito Federal, a Brasal Refrigerantes.

O mais estranho neste cenário é que o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, no parágrafo 6º de seu artigo 180 (sobre o processo de votação) diz: “tratando-se de causa própria ou de assunto em que tenha interesse individual, deverá o Deputado dar-se por impedido e fazer comunicação nesse sentido à Mesa, sendo seu voto considerado em branco, para efeito de quorum”.

Após três anos de intensos debates na Comissão de Defesa do Consumidor, onde empresários da mídia, fabricantes de brinquedos e de alimentos, publicitários, psicólogos, nutricionistas, juristas e pesquisadores colaboraram para que o interesse público – mais especificamente das crianças – fosse superior aos interesses econônicos, corre-se o risco de tudo escorrer por goela abaixo como se estivéssemos em um comercial de Coca-Cola… quente.

Em recente disputa de interesses semelhantes, no caso da classificação indicativa para os programas de televisão, não conseguindo desfigurar completamente a proposta fruto de anos de debates, os empresários da mídia recorreram a uma força superior: conseguiram mudar a rotação da Terra e o movimento do Sol, quase igualando todo o fuso horário no país. Desta vez, acionaram outro mecanismo: o deputado/empresário Osório Adriano.

Somente a título de curiosidade; segundo o Ibope/Monitor Evolution, no primeiro semestre de 2008 a divisão de refrigerantes da Coca-Cola investiu R$ 176.370.000,00 em publicidade, o que representa 64% do que foi gasto pelo setor em todas as mídias no país.

O novo substitutivo ao projeto da regulamentação da publicidade destinada a crianças precisa passar ainda por cinco sessões na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara, a contar desta quarta-feira (26/11). Há tempo ainda para impedir que as raposas tomem conta do galinheiro.

*Edgar Rebouças é jornalista, doutor em Comunicação com tese sobre lobby nas políticas de comunicações, professor de Legislação e Ética no curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do Observatório da Mídia Regional.

Artigo publicado no site Observatório da Imprensa – 28/11/2008
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=513CID007

Rachel Biderman fala sobre consumismo na infância

– 03/12/2008

Rachel Biderman, advogada e coordenadora adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP-FGV, publica artigo que aborda a temática do consumismo na infância no site do Terra.

A especialista, com mestrado em Direito Internacional pela Washington College of Law – American University, EUA discute também a influência da mídia de massa e os impactos da publicidade no desenvolvimento moral de nossas crianças.

Rachel fecha o artigo com a seguinte reflexão: ” Acredito que há medidas que podemos tomar enquanto cidadãos, pais, educadores para dar cabo da exploração comercial das crianças. Não é possóvel em sã consciência admitir que a publicidade pode ser algo bom para elas. Criar os consumidores do futuro não pode ser mais importante do que educar os cidadãos do futuro.”

Confira o texto na íntegra no site do Criança e Consumo

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=1&art=71

Artigo relaciona a exploração sexual de crianças e adolescentes e a cultura do consumo (ver documento )

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Temos falado muito sobre a cultura do consumo. A propaganda está na essência desta cultura e às vezes pode ser extremamente anti-ética. Mas já foi pior, como vemos nesta série de cartazes:

Propaganda sexista de 1971

Propaganda sexista de 1971

“Fogão Kenmore

Desenhado para você, mas feito para o seu marido”

propaganda de cigarro

propaganda de cigarro

“Antes de brigar comigo, mãe, acende um Malboro”

propaganda racista

propaganda racista

“Por que sua mãe não lava você com sabão Fairy?”

propaganda sexista de cigarro

propaganda sexista de cigarro

“Sopre na cara dela. E ela não vai sair do seu pé”

Essas e outras propagandas em Found in Mom’s Basement


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